Quem é esse estrupício que vem por aí, perdendo-se
nos meandros, e reencontrando- se nas curvas dos mais procelosos comenos
vitais?!...
Decerto,
conseguiu o criptograma mais cabalístico do orbe, após ter ad-rogado o infenso,
nominando-o de modo multifacetado – na tentativa exclusivista de hiperbolizar
as suas mais ob-reptícias atitudes.
Essa criatura estrambótica e, cabalmente,
enigmática – por ser de natureza intrínseca e incognoscível – tem por hábito
trabalhar as imagens, desde as simples até as mais abstrusas, inserindo-as no
plano tridimensional de suas temporalidades, fazendo com que haja uma coerência
de análise combinatória entre os seus díspares aspectos morfológicos e
comportamentais vigentes.
Ele, o imagético das vesânias, ressumbra a
efígie da desnudez impudica, no prisco átimo em que adentra ao estado vúrmico
da madidez de prelibação, mesmo que exista uma percuciente refratariedade com
relação ao cume da compelência pertinente à fruição.
O homem esquipático alumbra, de modo
elucubrático, o ínterim em que a energúmena criatura – exposta às reações
orgânicas da lascívia – demanda os meios escarmentosos do próprio cilício, numa
tentativa abrupta de conter os desvairos das sanhas lúbricas da nau capitânea e
seus aparatos externos e internos!...
Reitera-se que o psicopata imagético traz
sempre consigo algum criptopictograma, em que pudesse lobrigar as efígies
remanescidas no prístino. Decerto, todos esses escorços serviriam para os passadistas
do ex-clube “Esperança”, onde o trompetista Elizeudo tocava a consagrada valsa
dos quinze anos, dos vinte e cinco, dos cinqüenta, sessenta, somatorizando
todos os jubileus do nostálgico tempo prisco, desfechando as características
impressas naqueles inolvidáveis saraus!
Somente o Petrúcio, o imagético, pôde
suscitar-me algo cabalístico, quando, de modo repentino, assomou ao portão do
vetusto Solar, ora empertigado de Pierrot, ora de Colombina, palingenesiando as
indumentárias de antanhos foliões obliterados.
Em outros comenos, algures ou alhures,
ressumbrava ainda os aspectos funéreos de quem sucumbia implosivamente, e, para
isso, em cabal circunstância de cerne imprescindível, aceirava alguns espécimes
de seres vivos, notadamente os vegetais e animais esdrúxulos.
De quando em quando, o desvairo do
imagético avocava o que havia de mais heteróclito no seio da natureza. De
súbito, Petrúcio retumbava, a plenos pulmões, um silogismo completo, abrangendo
premissa maior, premissa menor e ilação.
Deveras, o sujeito estúrdio repercutia as
mirabolâncias das suas averiguações perfeccionistas, num redundar constante –
de numerosas defecções latentes! Ele, o mentecapto preceptor, reconfigurou as
imagens em deleção, reconduzindo-as incólumes ao hodierno, para que, em
seguida, consecutasse as suas estrambóticas projeções – desde as mais
variegadas --, partindo em direitura ao crástino...
O psicopata imagético buscava os
artifícios de uma tecnologia exacerbante, atafulhada de sofismas aberrantes! Ao
passo que, o zimbório, era o seu preferido atalaia, pois, nesse ponto de
conspicuidade, observava, através do telescópio, as complexidades do imane
“Universo”, em sua implexidade circunloquial!...
Em cada visitação ressuma os aparatos
intrínsecos, tentando alcançar o fato decisivo com relação aos abdutores,
sobretudo quando estão submetidos ao oráculo pertinente ao transe de
efemeridades perseverantes em todos os sentidos e direções vetoriais
iminentes...
Petrúcio, quando obnubilado, praticava
todos os tipos de estroinices. Vinha, alhures, uniformizado, com fios
entrelaçados – como se fosse um novo tipo de sistema elétrico – que passasse
através do próprio corpo, e,
consequentemente, dando sequência ao dédalo das experimentações
neófitas!...
Quando o psicopata imagético sair de sua
própria alienação, que é simbolizada por um percuciente átimo excruciador, terá
a capacidade de se concentrar na Mona Lisa, pintada por Leonardo da Vinci.
Assim sendo, adquire a capacidade de vislumbrar o toque de mestria, em sua
exuberância pitoresca, que o exímio pintor imprimiu na Mona Lisa, que é a
representação, – buscando o perfeccionismo --, que Leonardo faz da luz azul se
dispersando a partir dos elementos mais distantes e, concomitantemente, adindo
mais profundidade à imagem de fundo, já que não há um ponto de fuga claro para
dar a impressão de recuo ou, então, indicar o tamanho relativo dos elementos na
paisagem rochosa. Destarte, reitera-se em exarar o seguinte: essa dispersão faz
com que elementos distantes, como o céu, tenham uma aparência azulada e pareçam
recuar!...
Também, é polímata em suas ressumações
inopinadas. O imagético ressuda pendores atinentes à execução das sinfonias
clássicas.
Interpreta uma sinfonia de Beethoven,
transfigurando-se cabalmente, dando as características de pianista com elevados
recursos. Parece, nesse caso, incorporar os espíritos dos clássicos, num
alumbramento elucubrático.
Deveras o cientista, em sua condição
abnormal, rebusca dados suficientes, para que refulgure meteoricamente,
imprimindo um laivo de personalidade marcante em toda a sua essência imagética.
Desta forma, sem que se perscrute as
possíveis metamorfoses apresentadas por uma pessoa, pressagia-se a
ininteligibilidade quanto ao ato de certificação ostentada por qualquer
individuo, já que o tresvario surde de modo súbito. Após, sem tartamudeios, a
criatura retornará ao estado fleugmático, independente de ter sido vitimada por
um tipo de transtorno – de natureza reversível – sobretudo na lucidez do
cognominado plano aparente de memória!...
Wilson Cerveira
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