Há fobias que são contraídas através das
agruras enfrentadas no ramerrão. E, neste hodierno, ao anoitecer das
circunstâncias agonizantes, vai remanescendo o desiderato de permanecer banido,
caso haja uma nova formulação em que o momento escarmentoso seja de natureza
abrupta.
Numa antinomia abstrusa, o homem de bem
sente a imperiosa necessidade de enjaular-se, de modo mais açodado possível,
para que possa se proteger da sanha criminosa dos facínoras. De fato, esses
bandidos têm se proliferado infrenemente, já que as leis lassas – lídimos
estafermos – assim o permitem, facultando cada vez mais as novas modalidades de
crimes hediondos.
Com o olhar altaneiro, os réprobos
legisladores, indubitavelmente, ainda prosseguem eximidos de quaisquer
violências, se bem que a imputabilidade está sob a égide de suas próprias ações
ignominiosas, sempre anteparadas pelos ditames oprobriosos contidos no código
fragilizado, cujas permissividades conspurcatórias, e, em cabal fastígio, facultam
a esses sujeitos o direito de permanecerem no exercício pleno, ostentando suas
altíssimas funções pecuniárias, assim como, na condição imperativa máxima de
autoridades signatárias.
Realmente, esses seres transeuntes vivem
ergastulados dentro de seus próprios horizontes libertários. Igualmente, essas
criaturas de Deus, em tempo algum, jamais cometeram um delito sequer, mas estão
enjauladas por estruturas de ferro, protegendo-as fisicamente contra a
carnificina, que é perpetrada pelos indivíduos truculentos da mais alta
potência iracunda quanto ao grau de periculosidade nequicial!
A partir desses traumas, as vítimas da
violência passaram a blasonar inusitadas recrudescências quanto aos seus
diversificantes estados de comportamento.
Novas fobias foram se constituindo
gradativamente, e o homem hodierno decreta o seu medo nas trajetórias,
sobretudo por onde ele passa diuturnamente. E, dessa forma miraculosa, somente
a Divina Providência é capaz de deixá-lo escapar das atrocidades -- de
hediondez extrema -- lobrigadas às margens das veredas impérvias.
Eliaquim, em sua atitude de portento
modesto, jamais adquiriria condições de profligar as primícias psicológicas das
lembranças pueris, uma vez que, em demonstração percuciente, ficam arraigadas
peremptoriamente nas entranhas do hesterno. De fato, essas reminiscências são
estigmas indeléveis, pois a senescência, -- a postremeira fase da vida material
sobre o telúrico --, as recebe incólumes, ostentando todas as cândidas
galhardias protótipas. Em tempo algum, por mais cibernético que seja o recurso,
não haverá meios de expungi-las da memória humana, a não ser que as maquinas
futuristas venham a comutar, de modo definitivo, a presença do Homo sapiens
no planeta – Terra.
Waquim, aventureiro de dois tempos verbais
antagônicos, conseguira avocar o passado e o presente, unindo-os visceralmente
na ressurgência dos seres, os quais ainda se digladiam objetivando a libertação
do físico, sobretudo o que sofrera vários tipos de agrilhoamento multivetorial,
constituindo um dédalo criptogrâmico e, também, de pronunciamento reptador.
Berenice, qualificada como a terceira
personagem incomutável, estaria sendo representada por um enigmático plano de
tridimensionalidade, onde desembocaria trazendo a tiracolo o trinômio temporal:
hesterno, hodierno e crástino.
A partir desse ponto máximo de nevralgismo,
brandiria as hastas com o intento de esquadrinhar o espiritual, o psicológico e
o físico. Após um esforço metafísico relutante, Berenice, -- a ilustre
cientista --, debruçou-se na janela do tempo efêmero, abrangendo toda a
dimensionalidade de cabalísticos momentos percorridos fortuitamente, para
encontrar o que há muito procurava: a chave esfíngica da incógnita.
Caso houvesse a devida ressumbração, ainda
sondaria a probabilidade de ressudar o comenos, e, desse modo, coalesceria o
perpétuo gládio existente nos ínterins milagrosos do espiritual, do psicológico
e do físico, quando se redimensionarem para a ascensão correspondente ao grau
de sublimação que aduz ao éter.
Dessa forma miraculosa, --somente a
Providência Divina--, de modo reiterativo, é capaz de deixá-los eximidos dos
infensos nefandos e das hediondas iniquidades que continuam a ser perpetradas
nos itinerários esconsos das nequícias humanas!
Há várias esgastulações a respeito dos
preconceitos, desde a mais simples até o fastígio excruciante das complexas
operações. Ninguém, entretanto, consegue libertar-se cabalmente, já que estão arraigadas
nas histórias das protótipas culturas.
A palingenesia, que é o eterno retorno,
profliga, diuturnamente, o preconceito estabelecido contra o passado. E, dessa
forma, o homem do prisco, desenjaula-se à sorrelfa, na tentativa obstinada de
suportar as acrimônias presentes nas circunstâncias que advierem, de modo
sub-reptício, e que, cabalmente, estarão atreladas a sua formação primicial –
de natureza basilar e imprescindível.
Wilson Cerveira
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