Aristeu era um estudioso quanto ao modo de observar, meticulosamente,
as pessoas que se dirigiam a ele, ou, então, dele se afastavam, sem que
existissem justificativas plausíveis para a perpetração de tal fato.
Nada mais, nada menos, tudo
girava em torno da deseducação reinante, que é proporcionada pelo desencadear
de fatores inerentes, tais como: insensibilidade, desconsideração, egolatria,
além de comprovar o total desconhecimento das regras atinentes aos regulamentos
da polidez e da etiqueta.
Pelas manhãs, -- de brisas
frescas --, assomava a certa distância da fonte colimadora – o homem de chapéu
de palha, do tipo excêntrico, aparatando terno completo – com paletó e gravata.
Entretanto, quem o observasse no período noturno, sofreria uma total decepção.
No decorrer das horas de crúcia, ia abandonando todas as capas que lhe cobriam
o esqueleto emaciado, e, pouco a pouco, ressurgia a sua própria penumbra, no
espaço de chão proporcionado e remanescido pela réstia de luz bruxuleante!... E,
quanto ao seu físico em caquexia, lhe restava uma imane ceroula – indo do
umbigo ao tornozelo, como se fosse uma calça adstringente à cata de outra,
contendo um diâmetro ensanchoso!
Na ausência de pundonor,
Marielse, sob o estado agudo de crise delírio-alucinatório, buscava meios
obscenos de defecar, e, depois, entrar em contato manual com as suas próprias
fezes. Quem a visse, naquele interim vexatório, jamais poderia elucubrar, no
zênite do onirismo, que estaria – arrostadamente – em presença de caracteres
comportamentais convincentes ou inconvincentes. A senhorinha, em apreço, era
uma exímia pianista; pois, dedilhava nas teclas do vetusto piano de cauda, os
clássicos e as suas partituras de máxima complexidade.
Na progressividade
vertiginosa do hodierno degenerescente, as pessoas demudam-se abruptamente, de
maneira ininteligível, passando a ser, parcial ou cabalmente, outros tipos
esquipáticos e mutantes, advindos de heteróclitos metamorfismos cabalísticos.
O sujeito referência, segundo
Nicomedes, é indicador sub-reptício de um tipo estúrdio de anormalidade,
malgrado não haja como provar a corroboração de sua presença – em plena
ausência de chamadas consecutivas!...
No encetar do redarguimento
do sujeito perquirido, não há como ratificar as atitudes insanas do seu
hesitatório ego, sobremaneira no átimo em que a evagação exara: “elucubrei que
tenhas sofrido; oh! Dulcinéia –, alguma metamorfose esfíngica!...”.
Jacoebe, cientista
naturalista, emite a sua opinião a respeito dos distúrbios comportamentais,
tendo por fulcro basilar a seguinte comparação: “as ecdises do crustáceo não o
obiciam quanto ao fato de permanecer com o mesmo fenótipo verossimilhante à sua
taxinomia”.
Em determinadas
circunstancias, conforme elemento refocilante, pergunta-se: “foste vitimado por
algum arquétipo esquálido de madidez remanescente?!...” E, perante a
percuciente desatenção globalizante, o sujeito se torna inerme, e é necessário
dilucidar, sem hesitação, que a lembrança, quando lidima, tem caráter de
eternidade.
Hoje, vislumbra-se uma
deseducação premeditada – de natureza perversa, com o proposito de ultrajar o
donaire do diletante, sobretudo o que concerne ao produto ilatório da sua
fruição materializada.
O indivíduo, no projetar do
seu abscôndito comportamento patológico, injuria o outro, -- como se este
indivíduo lhe fosse o simbolismo do mais execrável infamante. Destarte, não
haveria motivos plausíveis e capazes de sopitar a descomunal morbidez
neurológica, já que, sem perplexidades tardias, a persona venha a padecer de
fome patológica!...
Wilson Cerveira
O ocaso moral que a sociedade maranhense mergulha é gerado pela insensibilidade humana e cívica que se alastra pelos comportamentos individuais. Tratemos a deseducação, a corrupção e a insensibilidade. Assim poderemos vislumbrar dias melhores.
ResponderExcluirCarlos H. G. Medeiros