sexta-feira, 25 de abril de 2014

PSICODELISMOS NA NOVA ESCOLA

      Amiúde, as cenas deseducativas reiteram-se, e, no decurso inclemente do tempo inexorável, lobrigam-se as desestruturações familiares em todas as sociedades que se utilizam da usufruição metodológica do simulacro ignominioso, bastante em voga nos dias desta horrenda hodiernidade.
      Os especiosos discentes ao se apropinquarem dos recintos colegiais, premonitorizam as suas chegadas assobiando em tom de cabal desfaçatez os nomes das drogas que serão traficadas naquele ínterim, independendo do poder aquisitivo do viciado. Durante o interregno das aulas, os colegas – de maior disponibilidade pecuniária – serão extorquidos através do afanamento de suas carteiras porta-cédulas, porta-níqueis e demais objetos de estudo, sobremodo os que ostentam profusão de abarganhamento e benesse, respectivamente. E, assim, em todos os lugares do orbe e da urbe, as drogas imperam com estrugidos e de modo globalizante, comandando a degradante sociedade consumista dos produtos de dopamento sobejo, os quais acolitam os usuários nos átimos atinentes à volição infrene de “roubar e matar”, de modo simultâneo.
      Neste hodierno da sarça ígnea – repleto de hesitações intermitentes – implantou-se a potestade do psicodelismo nas escolas, em que as clientelas aparatam diversificadas faixas etárias, não obiciando os exacerbismos dos percentuais decorrentes das contumazes toxicomanias. De fato, isto ressumbra um arquétipo deletério com relação aos maléficos ondismos proporcionados pelos narcotizantes e narcotizados, podendo causar a tão disturbiante síndrome delírio-alucinatória, e que, mesmo assim, vaticina consequências inopinadas para o atual grupo social dos educandos.
      Deveras, o comportamento psicodélico é estrambótico em concernência ao dimensional da visibilidade, do manifesto, e do evidenciamento. Pois, a terminologia supracitada tem inerência corroborativa com referência às drogas que provocam alucinações. De igual modo, essas substâncias ressumbram falsas percepções e delusórias ideias. Aduzem aos díspares delírios concernentes aos falaciosos aspectos de objetos, roupas, decorações – mirabolância extrema—distanciando-se dos padrões estabelecidos pelos falaciosos moralismos impostos pela simulacritude social vigente.
      Recentemente, as novas escolas, por intermédio de suas equipes de psicopedagogos, ad-rogaram o método do psicodrama, que é um paradigma de psicoterapias em grupo, utilizando-se da livre improvisação dramática, e, concomitantemente, induzindo aos artifícios da catarse e do desenvolvimento da espontaneidade do indivíduo.
     Psicodelia (no Brasil) ou psicadelia (em Portugal) é uma manifestação da mente que produz efeitos profundos sobre a experiência consciente. O termo Psicodelia origina-se da composição das palavras gregas (psiké – alma) e (delos – manifestação). A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos da mente anteriormente desconhecidos, inusitados ou pela exuberância criativa livre de obstáculos.
     Experiência psicodélica ou estado psicodélico é um conjunto de experiências estimuladas pela privação sensorial, bem como por efeito no sistema nervoso de substâncias psicodélicas que do ponto de vista jurídico podem ser consideradas lícitas como muitos dos psicoterápicos ou ilícitas. Essas experiências incluem uma produção visionária semelhante a alucinações, mudanças de percepção, sinestesia, estados alterados de consciência semelhantes ao sonho, psicose e êxtase religioso.
     Consta que o psiquiatra britânico Humphry Osmond (1917-2004) introduziu o termo psicodélico em uma reunião da Academia de Ciências de Nova York em 1957, descrevendo, como já houvera dito, o significado da palavra psicodélico como “o que revela a mente” e o definiu como “claro, suave e não contaminado por outras associações”. Huxley tinha enviado a Osmond um verso rimado que continha a sua própria sugestão terminológica (“To make this trivial world sublime, take half a gram panerothyme”) a que Osmond teria respondido: “Para sondar o inferno ou elevar-se angélico, tome uma pitada de psicodélico” (“To fathom hell or soar angelic, just take a pinch of psychedelic”).
     Alunos narcotizados que apresentam comportamentos normoanormais; e, dependendo dos seus estados de psicodelismos, aparatam algaravias abstrusas das mais estúrdias. De inopino, surde um discente trazendo o sustentáculo de madeira do mapa do Brasil, isto é, um pau roliço – preso entre os dentes – tendo por anteparo ambas as maxilas. Um tipo de condicionamento atávico, que é a resultante projecional decorrente dos efeitos produzidos nesses organismos, ainda adolescentes, por diversas substâncias químicas, etologicamente estropiantes. Enquanto outros alunos encetam a síndrome da euforia exacerbada, tendo por centro basilar o despertar desesperador da ação da droga no sangue circulante, indo a percorrer o corpo inteiro, de modo paulatino, através dos vasos sanguíneos – a partir dos mais espessos até chegar ao calibre ramificatório dos mais delgados, permitindo o adentramento dos glóbulos sanguíneos nos interstícios tissulares.
     A turma “B”, considerada a mais pesada quanto aos exercícios do divulgado psicodelismo, usa o LSD (dietilamida do ácido lisérgico). Sendo assim, dominam os lentes, sem importar com as mais imprevisíveis reações, podendo trazê-los suspensos através de uma rede de braços e mãos, ambos entrelaçados, e que lembram os mesmos fanatismos praticados nos campos de futebol, após resultados de aprazimento final de um dos preliantes!...
       Caso seja uma Profa, aformoseada em sua luxuriante compleição, será com certeza roçagada no ar pelo postremeiro educando, no momento em que a trouxer ao chão lentamente – desde a altura de maior elevação com referência a sua linha de sutura sincipucial. Também, mais adiante, outros comportamentos escalafobéticos serão revelados inopinadamente. Algumas dessas criaturas, submetidas aos cruciais efeitos das suas psicotropias, tentam implantar lápis e canetas entre os dedos dos pés – direito e esquerdo – tentando mostrar que são habilidosos, conquanto ainda não tenham ambas as mãos perdidas, ou, então, com mutilações conspícuas em quaisquer dos seus dedos!...
      Sob a ação de papelotes de cocaína, enfiados nas bolsetas das baitas mochilas, metem o lápis entre os artelhos, e demonstram a arte de escrever diferente, buscando os movimentos acolitadores dos membros inferiores!... E aqueloutro colega, sob os efeitos deletérios de uma percuciente narcotização, coloca a caneta na boca, prendendo-a com a ajuda das maxilas e dos dentes, e se prosterna formando uma ordenada com relação às linhas da folha de papel e os pés da mesa da professora Judite, que, com muito traquejo, virou-se um pouco para que pudesse confrontar a possibilidade simultânea demonstrada pelo aluno Aquiles, no instante em que usava o recurso de escrever usando o auxílio da boca, ainda com lábios, podendo, ainda assim, infligir um capcioso olhar de soslaio, aduzindo-o a um ângulo visual longitudinal, alcançando a tuberosidade da cúspide clitotorideana do aparato genitálico da sazonalizada educadora.

      A turma “C”, a mais peralta de todas, estava sob os efeitos da heroína – substância química fortíssima – ostentando elevadíssimos níveis de sindromia palindrômica – delírio-alucinatória. De fato, esses alunos, toxicômanos e libidinosos, suspendiam suas professoras, colocando-as sentadas nas palmas de suas mãos, e deixando que seus dedos se coalescessem formando lídimas cadeirinhas. Assim sendo, eles aproveitavam as extremidades livres dos dedos, e, levemente, iam inoculando as unhas nos pertuitos e interregnos de suas sungas, conseguindo entrar em contato com a hirteza do monte-de-vênus, em seu ponto zênite, e, destarte, potencializando com maestria a energia hiperlibidinal, que é redundante das deflagrações detonatórias de altíssimo poder fruitivo!...

                                      Wilson Cerveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário