sábado, 3 de maio de 2014

A DESEDUCAÇÃO E AS ATUALIZAÇÕES TECNOLÓGICAS

  Decerto, parece ser abrangente o âmbito dos que carecem do assessoramento normatizador de uma lídima educação! Dificílimo – mesmo -- é saber de que ponto promanam as estremaduras que segregam as diferenças sutis que permeiam os pródromos aglutinantes do inusitado vocábulo: “edudeseducação”, independente da polimatia ostentada pelo verossimilhante neologismo derivacional: “edudeseducador”.
    Em se tratando de escala, oportunizam-se primazias aos graduados e pós-graduados; se bem que não existam indepreensões sobre as regras basilares atinentes à polidez e à etiqueta, em que ambas as disciplinas – em suas intrínsecas raízes – são visualmente acopladas.
    Esses conceitos educativos eclodem de uma perfunctoriedade volubilizante, tendo por resultante a obviedade, que é sonirificada pela imane ululação. E, assim sendo, se as mensagens chegarem, através de quaisquer aparatos, meios ou objetos veiculadores da comunicação, suscitando em si mesmas e no próprio depreendimento do interlocutor, à racionalidade quanto ao discernimento, que é uma breve e educada resposta indicativa do seu recebimento.
    Hodiernamente, apesar dos paradoxos proeminentes, a logopéia resiste aos modernismos impingidos pelo tempo, e continua a pontificar como sendo a máxima expressão quanto à escolha dos mais intrigantes vocábulos, harmonizando-os consoante a musicalidade presente nas sílabas, palavras, frases, períodos, parágrafos e textos de cultura vária; mesmo assim, não apraz à morbidez de quem, comprovadamente, é falto no que concerne ao zênite beneplácito, que é o ponto fulcro da manutenção de um fator referencial, exatamente o que tem por base a plausibilidade progressiva do saber decorrente de uma aplicação prática, dentro dos limites de uma plausibilidade, estando sob a regência de grupos heterogêneos com muitos heteroclitismos.
        Há, furtivamente, um descompasso entre esses produtos tecnológicos e seus usuários. De fato, esses artefatos seriam utilíssimos, caso não fossem manipulados, com desaire, por pessoas que, ainda, ostentariam uma direitura discernitiva. Para tanto, careceriam do que se denomina, através da simbologia matemática, de correspondência biunívoca.
    Em verdade, esses aparelhos tecnologizados são encontrados, de modo geral, nas residências, e representam a função de um objeto-indicador para vários elementos utilizantes, e, consequentemente, degenerados e prescindidos da condição de individualidade. Assim sendo, todos são capazes de manuseá-los, indiscriminadamente, num enxerimento reptador do tipo oprobrioso. As ligações ficam contidas nos seus mais diferentes estereótipos, dos primogênitos instrumentos até os postremeiros, num gládio profligador de gerações ultramodernas!
    As utilizações dos dispositivos móveis ficam à mercê das circunstancias, não importando as impressões de quem os tipifica – de uma forma desestigmatizante – ou, então, não impressora, na acepção de quem as repassa e recebe inintencionalmente!...
     É sorumbática a omissão da estesia, desde que cause o indiscernimento comportamental do indivíduo, e o sujeito de quem se fala, de modo recrudescente, metamorfoseie-se na própria imagem do infenso nefando ou num escorço do facínora-sicário, que é um espectro abstruso, estando cabalmente embuçalado no cerne de uma imane insídia. A partir desse ínterim, sucumbe-se, peremptoriamente, o laivo de contato com o real; e as ações passam a efetivar-se no âmbito esfíngico, que é pertinente aos seres dedálicos. Todos os integrantes cabalísticos da lista, sem exceção, exercem o mesmo capadocismo. De igual maneira, o execrável infenso dimensiona e obicia todas as frinchas horizontais e verticais da conspicuidade fenotípica remanescente.
     Os objetos oriundos da mais rebuscada tecnologia, de fato, permanecem no estro da perfunctoriedade de excrescência. Eles, os detentores desses aparatos, sofrem a convergência de muitas insânias, e despercebem os detectores de metal utilizados por esses interlocutores, os quais aduzem em princípio ao vezo de perpetrar os mesmos equívocos reiterados no decurso das reações inopinadas.
     O homem, que a fera mais deletéria de todas as feras existentes, e que é capaz de escarrar simultaneamente na boca que o beija, pode ser classificado de inumano quando premonicia, fortuitamente, a sua própria iniquidade, de modo clarividente, no exato átimo em que adentra ao degenerescimento exacerbante produzido, à socapa, pelo circunloquiar ululante de inúmeros aparelhos – de altíssima resolução – que compõem o universo incomensurável da virtualidade cibernética.
     O energúmeno Homo sapiens vai aparatando, de maneira concomitante, normoanormalidades. Tanto assim, que esses indivíduos esdrúxulos, se bem que apresentem algum raciocínio plausível, ostentam a ressumbração concernente à vulnerabilidade dos seus próprios sentimentos decadentes. Dessa forma, o descomunal comportamento aparata o elucubratismo existente nas sanhas escalafobéticas, as quais ostentam descomunicabilidades acintosas.

     Desventuradamente, os desabridos sujeitos não valorizam as antinomias das descartabilidades exercidas nesta projeção estúrdia dos objetos, quando postos no âmbito da imaginação visual corroborante, de modo positivo ou negativo, desobiciando os impérvios itinerários. Destarte, eles teriam por desiderato o sobejo hiperbólico dos instrumentos fabricados, os quais serviram de intermédio controverso para as mais aguçadas, esquipáticas e falaciosas tecnologias atinentes a esta estroina hodiernidade!...

                                                       Wilson Cerveira

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