As pessoas, hodiernamente, apresentam a capacidade
estróina de aceitar o errado como acerto. Ambos os parâmetros, acima
mencionados, se confundem de tal maneira, tornando difícil o ponto basilar de
tangenciamento referencial.
A
deseducação medra nos lares, onde os pais oferecem os piores exemplos. Chefes
de família chegam a matar seus próprios filhos, e, vice-versa, tendo a ousadia
de jogá-los pelas janelas, inumando-os no lixão, ou, então, fazendo-os de
reféns!...
Decerto,
com muito contristamento, os valores morais estão completamente vilipendiados!
Num átimo de animosa crucia, lobriga-se uma mãe megera, que é praticante de
abortos e, também, de maus tratos, portando índole perversa. É considerada como
se fosse uma lúrida heroína das liberdades hediondas. Um pai que expende seu
filho, ainda de menor idade, induzindo-o ao âmbito compulsivo da promiscuidade
sexual, e é visto na condição de um tipo de herói maculatório, que é o da
progressividade degenerescente.
Hoje,
de modo insólito, nada mais assusta o perlustrador experto, pois, de maneira
inquestionável, tudo se encontra cabalmente invertido. Outrora, o que se
considerava anormal, passou a ser falaciosamente normal quanto aos símbolos das
variâncias existentes na essência da normoanormalidade plausível.
Estamos
a vivenciar o tempo da exacerbante degradação moralista. Aliás, aquele que predica
a ética – em momentos de altercação – pode ser o mesmo que não a pratica! Nesse
caso, o escatológico vaticinará um porvir lúgubre, no qual presenciaremos o
degenerescer peremptório: físico e mental do ser humano, -- aparatando, de
igual modo, inúmeras características inumanas!
Hodiernamente, muitos pais são governados pelos filhos, ou, então, temem
exercer seu paternal senhorio. De fato, o desrespeito aos mais provectos tem
sido o estigma basilar de uma juventude desorientada e extremamente carente,
sobremodo com relação ao sentido lidimo, melhor aclarando, do que se denomina
de sistema deseducacional!...
O
patriotismo há muito foi abolido das escolas, e, nesse caso, não existe mais
quem se emocione frente a um desfile cívico, a uma solenidade frustrada de
hasteamento da “Bandeira Nacional”. Poucos são os que sabem cantar o hino da
“Pátria Brasil”, e, concomitantemente, identificar, através dos desenhos, os
símbolos nacionais!...
Reitera-se do exposto, sem hesitação, que até os “suvenires”—em dias de
hodierna crúcia -- têm sido obliterados. Houve descaracterização do objeto e do
lugar! O esquecimento passou a ser arguido como sendo a justificativa maior das
superocupações infrenes!
Os mais
idôneos assistem contristados à sucumbência do senhorio nestes dias de
cruência!... Tudo o que se presumia faz reminiscenciar os pródromos do soçobro
renitente!... De fato, eles estarão sob forma de pequeníssimos fragmentos,
disseminando ideologias concernentes ao telúrico e seus díspares íncolas!...
Os
incipientes estrugem o tipo de deblateração sem estremaduras cerceantes. Partem
em direitura ao vácuo propelitivo, e, nesse interregno, demandam seriíssimos
defeitos conflagratórios.
A
blasonaria grassa em todos os âmbitos multidirecionais, impondo ditames
preceptores cuja intenção ominosa é a especiosidade persuasiva.
O vestir
não mais obedece ao local apropriado, ficando à mercê da anuência do uso e
desuso, indiferentemente. E, então, a indumentária do “sem roupa”, abrangeu
espaços cerrados quanto à coibição do uso, tais como: em repartições públicas,
escolas, universidades, tribunais, palácios etc.
Nesse
caso, o que está em voga é a desnudez ou a sobeja tacanhez a todo custo, vindo
a ser corroborada à guisa de provas cabalizantes.
O mais
senecto permanece à deriva, extorquindo-se-lhe tudo o que possuíra – desde o
tratamento até o direito lídimo de gerir o que ainda lhe pertence neste
telúrico, após vários anos de gládio trabalhista. O estipêndio não lhe chega ao
bolso, pois, -- sem perplexidade – o acolitante torna-se usurpador ao máximo da
pecúnia alheia, mesmo havendo a presença da carteira vinculatória, – em virtude
de ter exercido a sua função de exator da Fazenda Nacional, até o átimo em que
completara sete décadas. Daí, por diante, os emolumentos passaram a ser
lobrigados fortuitamente, não se sabendo os motivos esconsos dessa afoiteza
comportamental heteróclita!...
Wilson Cerveira
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