quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A INVERSÃO DEGRADANTE DOS VALORES ÉTICOS

  As pessoas, hodiernamente, apresentam a capacidade estróina de aceitar o errado como acerto. Ambos os parâmetros, acima mencionados, se confundem de tal maneira, tornando difícil o ponto basilar de tangenciamento referencial. 
     A deseducação medra nos lares, onde os pais oferecem os piores exemplos. Chefes de família chegam a matar seus próprios filhos, e, vice-versa, tendo a ousadia de jogá-los pelas janelas, inumando-os no lixão, ou, então, fazendo-os de reféns!...
    Decerto, com muito contristamento, os valores morais estão completamente vilipendiados! Num átimo de animosa crucia, lobriga-se uma mãe megera, que é praticante de abortos e, também, de maus tratos, portando índole perversa. É considerada como se fosse uma lúrida heroína das liberdades hediondas. Um pai que expende seu filho, ainda de menor idade, induzindo-o ao âmbito compulsivo da promiscuidade sexual, e é visto na condição de um tipo de herói maculatório, que é o da progressividade degenerescente.
      Hoje, de modo insólito, nada mais assusta o perlustrador experto, pois, de maneira inquestionável, tudo se encontra cabalmente invertido. Outrora, o que se considerava anormal, passou a ser falaciosamente normal quanto aos símbolos das variâncias existentes na essência da normoanormalidade plausível.
     Estamos a vivenciar o tempo da exacerbante degradação moralista. Aliás, aquele que predica a ética – em momentos de altercação – pode ser o mesmo que não a pratica! Nesse caso, o escatológico vaticinará um porvir lúgubre, no qual presenciaremos o degenerescer peremptório: físico e mental do ser humano, -- aparatando, de igual modo, inúmeras características inumanas!
     Hodiernamente, muitos pais são governados pelos filhos, ou, então, temem exercer seu paternal senhorio. De fato, o desrespeito aos mais provectos tem sido o estigma basilar de uma juventude desorientada e extremamente carente, sobremodo com relação ao sentido lidimo, melhor aclarando, do que se denomina de sistema deseducacional!...
     O patriotismo há muito foi abolido das escolas, e, nesse caso, não existe mais quem se emocione frente a um desfile cívico, a uma solenidade frustrada de hasteamento da “Bandeira Nacional”. Poucos são os que sabem cantar o hino da “Pátria Brasil”, e, concomitantemente, identificar, através dos desenhos, os símbolos nacionais!...
     Reitera-se do exposto, sem hesitação, que até os “suvenires”—em dias de hodierna crúcia -- têm sido obliterados. Houve descaracterização do objeto e do lugar! O esquecimento passou a ser arguido como sendo a justificativa maior das superocupações infrenes!
     Os mais idôneos assistem contristados à sucumbência do senhorio nestes dias de cruência!... Tudo o que se presumia faz reminiscenciar os pródromos do soçobro renitente!... De fato, eles estarão sob forma de pequeníssimos fragmentos, disseminando ideologias concernentes ao telúrico e seus díspares íncolas!...
     Os incipientes estrugem o tipo de deblateração sem estremaduras cerceantes. Partem em direitura ao vácuo propelitivo, e, nesse interregno, demandam seriíssimos defeitos conflagratórios.
     A blasonaria grassa em todos os âmbitos multidirecionais, impondo ditames preceptores cuja intenção ominosa é a especiosidade persuasiva.
     O vestir não mais obedece ao local apropriado, ficando à mercê da anuência do uso e desuso, indiferentemente. E, então, a indumentária do “sem roupa”, abrangeu espaços cerrados quanto à coibição do uso, tais como: em repartições públicas, escolas, universidades, tribunais, palácios etc.
     Nesse caso, o que está em voga é a desnudez ou a sobeja tacanhez a todo custo, vindo a ser corroborada à guisa de provas cabalizantes.
     O mais senecto permanece à deriva, extorquindo-se-lhe tudo o que possuíra – desde o tratamento até o direito lídimo de gerir o que ainda lhe pertence neste telúrico, após vários anos de gládio trabalhista. O estipêndio não lhe chega ao bolso, pois, -- sem perplexidade – o acolitante torna-se usurpador ao máximo da pecúnia alheia, mesmo havendo a presença da carteira vinculatória, – em virtude de ter exercido a sua função de exator da Fazenda Nacional, até o átimo em que completara sete décadas. Daí, por diante, os emolumentos passaram a ser lobrigados fortuitamente, não se sabendo os motivos esconsos dessa afoiteza comportamental heteróclita!...

                              Wilson Cerveira

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