Eliseu, randomicamente, passou a ser o
detetive das inúmeras comunicações sem deferência. Às vezes, utilizando um
olhar de esconso, vislumbra, lateralmente, o telefone celular do vizinho, e,
para caracterizar o heteroclitismo arroubante, observa, através do binóculo, o
não atendimento ao vocativo estentórico; e, consequentemente, o fenecer da
ligação, tendo por parâmetro improvisado – a palma da mão do sujeito energúmeno,
que, nesse átimo, revelava não possuir o que ainda se chama de princípios
basilares da polidez e da etiqueta.
Em detrimento instrucional, as escolas do
modernicismo resolveram implantar as prerrogativas das protraídas volições do
prístino, representando os pródromos dos diversos sistemas de espairecimento
das várias atividades recreativas, tendo por cerne o fanatismo da pelota,
reduzindo dessa forma as descomunais vicissitudes turbilhonárias do crástino.
Isso tudo é tartufice, simbolizando um tipo de integralização que se fecha
hermeticamente, reduzindo ainda mais o tempo remanescente, que é necessário ao
manuseio diuturno das habilidades cognitivas imprescindíveis, sobremodo com
relação a quem pretenda aprender o mínimo das disciplinas básicas – as quais
compõem a maioria de todos os concursos efetuados nestes dias de priscas
nequícias!...
De fato, a comunicação embuçalada cerra-se
no precipício da própria vacuidade. Então, a delação ficará interaliada ao
fantasmagórico, pois a emissão do conteúdo, que fora antes retratado, restará
para perfazer, concomitantemente, os volitivos atinentes aos elementos
integralizantes: expedidor e destinatário.
Nesse caso esdrúxulo, -- de virtualidade
corroborada, – o virtual, onusto de espectros, cujas inserções vão se
dispersando gradativamente ao longo dos eixos evagatórios, empeçando os
contornos periféricos e os escorços – figuras geométricas localizadas no
decantado plano de épura!...
Eis o assomamento do continente, capa
rebuscada contendo um impressionismo especioso, deludindo, subitamente, a visão
ofuscada, uma vez que, sem tartamudeios, o intrínseco tecnológico permeia nos
intricados mecanismos existentes em todos os requintados dispositivos móveis
repassados para estes tempos de cibernetismo exacerbado.
Então, entre o lúgubre e o álacre,
vaticinam-se os laivos do vacuimento da linguagem fotoacústica, à medida que os
aparelhos se amplificam sobejamente, como se quisessem atender ao concomitante
mixordismo acústico açambarcante quanto ao somatorial de vias orais, escritas e
imagéticas, num diversificismo ininteligível – no portentoso âmbito da
polimatia.
Logopéias são construídas com o propósito
de despertar uma motivação adequada, propiciando circunstâncias de ascendência
plausível quanto aos variegados caracteres fenotípicos e genotípicos, isto é,
genofenotípicos, mormente os que foram herdados através de bizarras
manifestações atávicas inelucidáveis no que se refere aos inúmeros desvairos
etológicos, evidenciados nestes inextrincáveis dias de recrudescências hediondas,
sobrevindas de todas as inumanidades coligidas no ramerrão existencial.
Agora mesmo, nestes átimos
inexprobratórios, o monsieur Elisandro, um baita voguista aturdido, teve o
desplante heteróclito de ad-rogar uma mensagem sem texto; ou, então, um texto
sem mensagem?!... Abismaticamente, o sujeito em apreço reconditou-se aos pontos
nevrálgicos dos maiores despenhadeiros das ligações frustrantes, nas quais o
expedidor e o destinatário, ambos estão a percorrer sendas estúrdias, regidas
por sistemas operacionais em constante paradoxismo.
Em outros antanhos, reitera-se que, em se
tratando de uma possível geração ágrafa, surdirão energúmenas mensagens sem
texto; ou, então, mentecaptos textos sem conteúdo – em cabal dislate --, e,
mesmo assim, se processarão, gradativamente, ao largo clamoroso desta imane e
disturbiante comunicação sem deferência compatível!
Destarte, as imagens simbolizam, nesta
especiosa hodiernidade, continentes sem conteúdo. Apenas servem para
impressionar, com falácia, a sensória da visão estática, – e não estética –,
com relação ao referencial do colimador.
Desídias injustificáveis ressumbram o grau
de deseducação do receptor incipiente, e, sobremaneira, no que concerne ao
arauto, sem que – “o mesmo apresente interesse” quanto ao ato de lê-lo e
relê-lo, amiúde. Outrossim, caso o desagrado seja corroborado, o interlocutor,
mal sucedido, deleta-o completamente, e, por vezo, tenta ratificar a
imputabilidade da “Operadora X”, que está atrelada ao sistema computadorizado,
sendo, nesse caso, acoimada pelo não repassamento do excerto.
A comunicação sem deferência pode estar
presente nas diversas formas redacionais – as mais obsoletas até as mais
recentes, sobremaneira as que sobrepujam os níveis de quintessência. De igual
modo, teremos os êmulos dos parâmetros paradigmáticos: a venusta missiva
(conduzida por estafeta); telegramas (com número de letras restritas); SMS;
Facebook; Twitter; Skype; Whatsapp e tantos outros arranjos e desarranjos
proporcionados por uma moderníssima tecnologia, onde as pessoas, de modo geral,
empregam uma lúgubre comunicação sem deferência!... E, de quando em quando, uma
voz estentórica perscruta o seguinte: “Estás a ressumbrar alguma apoplexia heteróclita?!...”
Logo, hás de concluir – sem protraimentos
hesitatórios – que liguei e religuei para o teu numero da OI; e, de modo nequicial,
execraste com iracúndia o neófito vocativo!... E, caso remanesça alguma educação,
requesto redarguimento plausível.
Wilson Cerveira
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