terça-feira, 7 de outubro de 2014

A IMPACIÊNCIA DO PACIENTE

     Parece ser paradoxismo justificável apenas na grafia!... Em se tratando dos fatos, das ações e reações comportamentais, é plausível ressaltar a veracidade existente de modo generalizante – atribuindo-se, de maneira cabal, somente os beneplácitos compungenciais para todos aqueles que expiam as lancinações das enigmáticas patologias.
     Porventura a síndrome do paciente agônico, em vez de outra qualquer, – seja menos permissiva –, não havendo a mínima probabilidade da presença de atresias em órgãos e sistemas orgânicos.
     Zebum era o cachimônia de maior vulto, pois herdara as intrinsidades das características genotípicas e fenotípicas dos dominantes; conquanto a razão nem sempre seja propícia, abrangendo também os caracteres imprevistos dos elementos recessivos, podendo ser ressumados após um seriado de várias centúrias de cabal reconditismo!...     
     Com relação ao óculo usado pelos ícones dos sazonalizados profissionais de diversas áreas do conhecimento; de fato, presume-se que a maior das efígies pertence ao insólito doutoríssimo, que era o mestre dos mestres, estando sempre acolitado dos seus aparatos, além de ostentar constantemente borla e capelo!
     À medida que o individuo não transija as estremaduras da dor, renuncia verazmente o estado de paciente que lhe fora atribuído naquele interregno de percuciente lancinância. E, desse modo, em caso de emergência, o paciente é visto discriminadamente, ocupando posicionamento impróprio – no pensar errôneo de determinados especialistas –, e, então, passam a exercer – de maneira coercitiva – uma dimensão secundária, na qual os meandros das sendas impérvias obiciam todas as clarividências proféticas.
     Através dos tais planos de saúde, e, também, do SUS (Sistema Único de Saúde) e de outros credenciamentos, o paciente se sente extremamente subordinado, e, às vezes, incorrendo em planificações de cunho – terciário ou quaternário, conforme as suas possibilidades financeiras..., sendo, nesse caso, lobrigadas por meio de patamares estabelecidos nas tabelas pecuniárias, onde o registro vale mais do que quaisquer vaticínios perfunctórios!
     A morbidade do individuo exacerba-se quando recebe uma noticia, exarando que sua conduta seja procrastinada, com indicação de regresso para o limite temporal de cento e oitenta dias, após serem consignados os pródromos orgânicos!...
     De súbito, para surpreedimento generalizado, surdem do nada, indirecionalmente, os estúrdios argumentos, estorvando, de modo cabal, os desvalimentos, quase todos sendo ressumados através de percalços terapêuticos; ou, por intermédio de hesitantes recursos paliativos, tendo por objetivo a prospecção de quaisquer imbróglios catastróficos iminentes.
     Para quem, decerto, serviriam as afamadas amostras grátis dos medicamentos, ora em testes qualitativos e quantitativos, na produção industrial dos diversos fármacos, cuja iminência se dá quanto ao atendimento das mais categorizadas provações patológicas?!...
     Quem receberia a devida outorgação, uma vez que os impostos recolhidos têm sido escamoteados e dispersos, sorrateiramente, nas contas que se dizem pertencer ao flagelado erário da população dos mais humildes servidores – credenciadas por “Bancos” especializados quanto ao ato contínuo e constante do surrupiamento esconso?!...
     Qual seria o real direito do paciente? Ele suportaria as dores oriundas dos descomunais padecimentos, e, na condição precária de representar, de forma concomitante, um ser humano-inumano, teria suporte suficiente para aguentar as acrimônias, as agruras e tantos outros infortúnios, que estão absconsos nas mais ferrenhas adversidades!...
     Com relação ao doente, a sua terapia é caríssima, indo além do estipêndio plausível, exigindo sempre novos procedimentos comutativos e capazes de jugular os paroxismos palindrômicos da enigmática moléstia que o acometera abruptamente.
     Os efeitos colaterais dos medicamentos se manifestam no momento em que são administrados a um organismo sensível, com capacidade de rejeitar ao tratamento reivindicatório, estando este em direitura ao interregno prolativo almejado para seu cabal restabelecimento.
     Finalmente, quais são os hospitais que ostentam maiores ou menores condições de acolhimento, para que haja o devido credenciar de aceitabilidade, visto que, em sua maioria, não atendem como deveriam fazê-lo, mormente as classes sociais que aparatam parcos recursos financeiros.

     De fato, há hospitais que ostentam verossimilhanças com os hotéis de luxo, porquanto, sem motivo aparente justificável, cobram diárias extorquidores. Entretanto, os pacientes não chegam a detonar a sua iracúndia no “Governo”, que é o acoimador de todas as circunstâncias paradoxais vigentes, deixando – quase sempre – uma imane vacuidade em todos os sujeitos que se predispõem ao atendimento do doente; conquanto sejam exíguos os que ainda aparatam suas reservas éticas adquiridas no decurso inexorável do longo período educacional!...

                                                          Wilson Cerveira

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