quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ALÉM DO LIMITE DA DOR PSICOSSOMÁTICA

Para transigir o recrudescer da estremadura sobejante, da dor psicossomática, – dissera a negra Carmosina, – após meditar as palavras sacrossantas de Santa Catarina de Sena, no momento em que avocou o seguinte pensamento: “O sofrimento é um sacramento”. De igual maneira, é preciso ter fé – uma fé capaz de remover montanhas, e que reúna as máximas condições de jugular as síndromes paroxísticas palindrômicas.
     É de plangenciar a cominuição da parte física, com percucientes estropiamentos, podendo aduzir a ilações onde a terapia se torna muito difícil quanto ao nível de consecução plausível!...
     Na extremidade direita da mesa principal, o senecto Antonito, – num suspirar copioso de quem ainda arquejava laivos vitais –, tentava repuxar-me pela camisa, enfiando os seus dois dedos de maior diâmetro em meu colarinho, como se quisesse trazer-me rapidamente para junto de si, na tentativa imperiosa de obedecê-lo integralmente, em gênero, numero e grau.
     De fato, ele, ainda, não demonstrava o anelo de ficar preso aos exercícios de anteparação da musculatura dorsal, não desiderando as exatoriais estremaduras requerentes ao período de tempo suficiente, abrangendo todos os quadrantes horários, e que tivesse por finalidade o arrefecimento das fibras nervosas tensionais, cujos centros energéticos se fizeram acumular no decurso impiedoso proporcionado pela inexorabilidade do tempo oxidativo, que sempre ostentara a competência de carcomer os postremeiros laivos resultantes do mecanismo da oxirredução – de ampla ação expungitiva!...
     Deveras, não havia meios de eximição cabal, – conforme Pulu --, já que a violência exacerbara a cada dia, remanescendo os resquícios crônicos do próprio cerceamento – numa hermetização nunca dantes presenciada – dando o aspecto fantasmagórico de um círculo ígneo de intransponibilidade reversível!
     As dosagens medicamentosas que mitigam as implexas disfunções orgânicas devem ascender gradativamente, sobremodo no que concerne ao doseamento concentracional da droga trapaceada, isto é, a mesma que está sendo indicada através de uma prescrição médica a ser obedecida por um determinado prazo de regularidade funcional no organismo.
     Consoante pesquisas realizadas no âmbito cientifico, isso não impossibilitaria a morte por iatrogenia. Em farmacologia, o termo iatrogenia refere-se a doenças ou alterações patológicas causadas por efeitos colaterais dos medicamentos. Do ponto de vista sociológico, a iatrogenia pode ser clinica, social ou cultural. Malgrado o vocábulo, em sua semântica protótipa, esteja correlacionado às consequências de ações danosas exercidas pelos preceituários médicos, os efeitos iatrogênicos podem, igualmente, ser as resultantes proporcionadas por outros profissionais, tais como: psicólogos, terapeutas, enfermeiros, nutricionistas, dentistas etc.
     Podemos enumerar as fontes de iatrogenia, sobremaneira as responsáveis pela mortalidade iatrogênica. Ei-las: erro médico; negligências ou procedimentos com falhas; suicídio assistido, que é a mesma eutanásia; má caligrafia nas prescrições; interações medicamentosas; efeitos adversos ou colaterais dos medicamentos; má utilização dos antibióticos, aduzindo a formação de inusitadas resistências bacterianas; tratamentos radicais por tempo indeterminado; erros crassos referentes a diagnósticos protraídos; infecções nosocomiais adquiridas através de inóculos presentes em colchas, colchões, travesseiros e demais objetos não esterilizados, e que estejam de acordo com as necessidades dos diferentes graus térmicos; transfusões de sangue sem os critérios exigidos pelos regulamentos estabelecidos conforme a padronização da higidez.
     Lázaro já havia sido pranteado por suas duas irmãs: Marta e Maria, como sendo um adeus patético de uma crástina cerimônia com sinal de eterna despedida!
     De repente, com a presença de Jesus, outro hálito se formara na própria edificação da fé verdadeira, que é aquela que faz saltar oceanos!...
     Lázaro fora ressuscitado por Jesus Cristo, mesmo já se encontrando organicamente num estado de putrefação correspondente ao quarto dia, após a lídima decretação da morte física.

     Somente Cristo, em seu poder infinito, é capaz de aniquilar os dois fundamentais componentes do indivíduo: o corpo e a alma. Nesse caso, deveríamos plangenciar a defecção existente em nós mesmos, no ínterim em que estatuímos a sucumbência de nossos ideais – símbolos nutridores de esperanças redivivas em toda sua plenitude, sobremaneira na essência da palingenesia, que é o eterno retorno de todas as experimentações vividas e sofridas no decurso temporal, representando o somatorial das vacuidades colhidas no peremptorial estigmatizante das coligidas consumações!...

                                                   Wilson Cerveira

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