Um
desconhecido adentra ao ônibus, e vem trazer alvíssaras independentemente do
credo das demais pessoas já posicionadas em seus respectivos lugares no
transporte coletivo. Dá-nos ares de quem se desvencilhou dos mais ferrenhos
círculos viciosos ocupantes das variegadas estratificações sociais; malgrado a
sua fisionomia passe despercebida diante dos semblantes ostentados pela maioria
dos mais insensíveis seres humanos.
O moço mesmo declara que houvera
abandonado, com o auxílio da Divina Providência, o mundo das drogas vorazes –
as que promovem a lidima deliquescência concomitante de ambos os meios:
extrínseco e intrínseco.
Lituano, em sua fleugma, vai deitando no
colo das pessoas duas canetas encapadas, contendo como anteparos os exortativos
presentes nas notificações de maior relevância, estando correlacionadas aos âmbitos
educacionais. Ei-las, então: “A Instituição Social Manassés surgiu em São
Paulo, no ano de 1997, hoje com, aproximadamente, dezessete anos de fundação,
atuando em todo território nacional e internacional, quanto ao controle no que
concerne ao tratamento de dependentes químicos, onde a população tomara lidimo
conhecimento de que a epidemia do “CRACK” se alojou nas nossas cidades e com
isso foi quando houve o aumento da violência”.
E o moço vocaciona os presentes
persuadindo-lhes da importância
referente ao ato de adquirir estes modestos produtos ao preço de apenas uma
tartaruga, apresentada na cédula de R$2,00 (dois reais). Além do mais, como
complementação, deparamo-nos com o salmo 91:7 exarando o seguinte: “Mil poderão
cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido”.
No desaconchego das poltronas furadas e
com alguns parafusos perdidos, e outros frouxos; pressente-se a presença de uma
algaravia de deseducados – indivíduos provenientes de famílias desabridas –
quase todos os ocupantes do ônibus, com raras exceções, vão devolvendo os
simples objetos destinados à escrita. Como a maioria dos livros, esses
preceptores de importantes informações não estão em voga, nestes cruentes
tempos em que se refuta a escrita, numa tentativa de inaugurar uma crástina
geração ágrafa. Não se confuta a forma do continente, mas o seu conteúdo
vacuoso em substâncias oriundas do orbe, as quais aliciariam de passagem até os
que não são viciados! Afigurar-se-iam sob o formato de cartuchos cerrados em
suas extremidades – numa redundância geométrica de cilindros reminiscentes!...
A população, em sua maioria, constituída
por elementos insolentes, – de procacidade a toda prova –, justifica os atos de
crueldade praticados por aqueles que se utilizam de meios esconsos, onde há
outro tipo heteróclito de linguagem, na
qual os brutamontes seres preferem o gládio nequicial das armas brancas!... De
fato, a tradução é protervial em toda a sua extensão incisória, ficando os
órgãos da fala à descoberta – numa cabal mudez sepulcral!... Então, tem-se a
primazia da arte esgrimista na delimitação das atitudes humanas, repletas de
inumanidades corroborantes, quanto aos metamorfoseantes modos de comportamentos
degenerativos – do menos ao mais agravante, com resipiscência de ratificativo
desagravo!
Como sentir nas profundezas d’alma o
bem-estar proporcionado pelos benefícios da oblata? – Alguém desideraria
desenvolver e disseminar o ato de autoajuda, propiciando a remição dos que
conseguiram os banimentos dos círculos viciosos de muitas drogas coligidas –
num conflagrar de superdosagens.
Como se tornaria utilitário adquirir esses
pequenos objetos, despendendo somente uma cédula correspondente a uma simples
tartaruga! Que deseducação reinante vem se implantando, nestes cruciais dias
hodiernos, no que concerne ao modo de refutar o que é lídimo exequir ou
inexequir no sentido benfazejo!
Estou a defender, de maneira acirrada, tudo
o que é de bom alvitre exarar a respeito das benemerências atribuídas à Associação
Manassés, veridíssima instituição social, que é, na legitimidade exatorial do
vernáculo, uma ONG (organização não governamental), simbolizando, de modo
expressivo, um conjunto de casas de recuperação para dependentes químicos e
alcoólicos, advindos de várias plagas, sem que haja fins lucrativos, e, ainda,
oferecendo um tratamento com duração total de nove meses sem cobrança de
mensalidades.
É conveniente reiterar, de maneira
intemerata, -- diz o interlocutor, – ao adentrar, e, em direitura
surpreendente, percorre em sentido longitudinal – o corredor da locomotiva:
Caros Patrícios e Irmãos em Cristo Jesus, eu quero dizer-lhes que, por milagre
de Deus, consegui me libertar do mundo das drogas; e, destarte, pretendo
permanecer remido, -- dissera o Aquiles --, tacitamente, com a vênia do “Divino
Mestre” – em sua onipresença, onisciência e onipotência infinita!...
As pessoas, de modo genérico, em seus
empedernimentos ramerréicos, se deixam entregues aos pronunciamentos aleatórios,
sem finalidade educacional convincente, como se ninguém pudesse lhes dar um
minuto sequer de atenção – antes de saírem pelas portas laterais dos
transportes coletivos.
Reiteradamente, desideraria de que me
ouvissem, caso haja educação para tanto!..., conforme exarara o Aquiles --, um
pouco antes da parada do veículo. Eis, então, o mais dilucidatório de todos os
proferimentos até hoje ministrados com sapiência espiritual, sob o alumbramento
acendrado da “Divina Providência”.
A casa de Manassés, senhores, corrobora
pela milésima vez o senescente Nicolau --, nunca recebeu ajuda de órgãos
municipais, estaduais e federais. Nesse caso, necessita da sua colaboração para
manter os umbrais abertos; e, assim, continuar resgatando jovens e pais de
família, os quais vivem soçobrados no submundo das drogas e do alcoolismo.
Jamais pensara de modo antinômico,
porquanto a sua oblata servirá para o pagamento de todas as despesas, tais
como: alimentação, contas de água, luz, telefone, aluguel, e tantos outros
dispêndios que podem ocorrer no decurso do tratamento a ser realizado com certo
grau de premência imprescindível!...
E é nesta hora sacrossanta, de percuciente
meditação, que se pode vislumbrar a insólita operação divina, dando ensejamento
aos dois principais mandamentos, fundindo-os de forma coalescente: “Ama a Deus
e ao Próximo, como se foras amar a ti mesmo”. Nesse caso, de modo genérico,
ampliarás a prédica do Bom Pastor – em sua benfeitoria esplendorosa!...
Wilson Cerveira
Nenhum comentário:
Postar um comentário