sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

ESCOLAS SEM MESTRES

     Os mestres de antanho possuíam um vasto cabedal de erudição; pois, eram, de fato, lídimos polímatas. Não propugnavam os gládios do flagício, uma vez que estavam sempre aprestados para redarguir os mais variegados conhecimentos, todos com percuciência de radicalização concernente aos dispares fazeres e refazeres de acoplação, estando atrelados aos singrativos reiteramentos de uma retórica cabalística e redundante, -- em seus desígnios divinos e alumbráticos!
      Não designavam nenhum tipo de especialização. De quase tudo, – sem tartamudear –, sabiam um pouco. Entretanto, com as evoluções involutivas, essas efígies sofreriam a mácula deletéria da obliteração.
     Logo, sem hesitação de maior monta, esses ícones foram se dissipando no decurso inexatorial de diferentes rebatimentos existentes nos coalescentes planos de épura, em que suas interpolações subsequentes, de modo generalizante, se fazem pontificar em seus divergentes espaços – de natureza temporal!
     Não aspirariam jamais, caso fosse possível, o próprio lugar que lhes era cabido, tendo por cerne basilar e imprescindível a sala de aula, hodiernamente repleta de alunos heterogêneos, sobremaneira no que tange aos mais diversificados planos: espirituais, psicossomáticos, sociais etc.
     No prístino, esses mestres recebiam cognomes especiais: mestres-escola, sendo responsáveis pela ministração de vários conhecimentos para os discentes que cursavam desde o primeiro ano até o quinto ano do antigo “Curso Primário”, e que se orgulhavam em ministrar a assimilação estratificada do cognitivo, independendo das circunstâncias antagônicas que acometiam esses preceptores, fazendo com que assumissem outras intervenientes etapas: das dores até os remédios específicos; e todos esses meios serviriam, basilarmente, de experimento para a aferição de novas aprendizagens, passando pelos treinamentos sinérgicos de muitos estágios!...
     Grupos escolares, por sinal, se envolveram no vocacional lento do processo de extinção dos tradicionais mestres-escola, os quais adentravam na descomunal obliteração do tempo. Desta forma, se opuseram a todos os outros meios indicatórios, capazes de rebuscar a poligrafia, quando aplicada de modo escorreito em suas diferentes aplicabilidades preservando-as como se fossem blandícias; dando-nos a falaciosa impressão do protótipo “maná” – sempre presente em regiões áridas e desérticas, abrangendo as variâncias de todos os aspectos físicos e químicos plausíveis na exposição de tantas outras argamassas, contendo seus diferentes componentes.
     O vocábulo mestre obliterou-se com o decurso do tempo, notadamente em relação aos sujeitos: imagem e contra-imagem, os quais exerciam ainda, reciprocamente, durante um período indeterminado, suas lidimas funções preceptoras.
     Essas efigies, nesta vacuidade hodiérnica, resolveram ad-rogar arquétipos de apostasia, com o intento de implantá-los no ambiente escolar; e, sem dilucidatórios plausíveis e convincentes, procurando características flagiciais e medrantes – de modo generalizante – existentes nas secretarias e nos ministérios das edudeseducações digressivas com relação aos incondicionamentos formativos da população escolar, que é cada vez mais carente, em se tratando de técnicas e métodos inequacionais quanto as suas reais necessidades basilares!...
    Senhores, vós saibais, convictamente, que o “Mestre dos Mestres”, é Jesus Cristo, filho de Deus-Pai, que é o “Senhor Absoluto do Universo”. Sim, não tenhais hesitação; pois, ele é onisciente, onipresente e onipotente.
     De fato, é lidimo corroborar quanto ao ato de exarar a sua sublimidade, qualificando-o como o “Salvador da Humanidade”. Por parte deste magnificente Mestre, indubitavelmente, não podemos perplexar as reiterativas providências redentoras – verificadas em quaisquer circunstâncias. Tanto assim, nas escrituras dos Filipenses reitera-se a expressiva frase: “Tudo posso, naquele que me fortalece!”. De fato, Jesus Cristo é o mais poderoso representante da humanidade, sendo o fundador de todas as escolas reinantes e dos demais aprestadores atinentes aos insólitos alumbramentos do saber racionalizante e equânime, em toda sua plenitude infinita!...
     Hodiernamente, as escolas não apontam a imprescindível presença do mestre. Nesse caso, de etiologia bastante controvertida e esquipática, os psicopedagogos não ad-rogam o mesmo parecer, pois chegam a confutar as constantes interferências dessas efígies medulares na aprendizagem dos discentes das diferentes áreas da graduação!...
     Não necessariamente, designariam as vacuidades estabelecidas nesses currículos, mudando apenas a rotulagem penduricalha de esclerosados conteúdos, -- reescrevendo-os sob a forma de neófitas paráfrases!
     E até o presente átimo, a escola permanece com especiosos paramentos oriundos de uma promiscuidade metodológica de proregressividade inconteste em sua dimensionalidade incognoscível!... Aglutinam-se inusitados elementos mórficos, como se tivéssemos na ânsia de produzir o que ainda não ocorrera, nestes tempos de hodiernismo pedagógico, que a laboração do inusitado conhecimento, coalescendo-o de tal forma, a fim de que o binômio: teoria e prática, ambos fossem aplicados de modo utilitário, servindo para ampliar as tecnologias, tornando-as mais acessíveis às diferentes classes sociais.
     Deveras, os diferentes mestrados baniram os antigos mestres-escola, reconduzindo-os para outros ambientes, tais como: salas especiais de laboratório, onde o mestre ostenta a precatação do conteúdo de sua tese – direcionada à formação de mestres, agindo estritamente em suas respectivas especialidades.
     Em princípio, deveriam regressar às salas de aula da simples graduação, para que pudessem acepilhar os métodos de maior plausibilidade àqueles que trilham veredas verossimilhantes quanto aos díspares âmbitos da erudição. De fato, os novos mestres não se posicionam corretamente, pois, afastam-se das graduações dos diversos cursos, e partem em direitura ao prosseguimento de novas teses, as quais lhe darão os crástinos doutorados e pós-doutoramentos! A partir daí, ficaram eximidos na condição basilar de ministradores de aulas teóricas e práticas. Doravante, o desiderato desses doutoríssimo está atrelado aos projetos de pesquisa, tendo por empeceres os antônimos: exequível e inexequível, dependendo, quase sempre, dos parâmetros de maior referencibilidade!...

     Esturdiamente, esses novos mestres percorrem os corredores dos educandários, portando óculos escuros e cartola, aparatando somente uma imagem demudada em seu continente perfunctorial, sem que mostrem o real serviço a ser prestado no implicado campo erudicional. Realmente, eles preferem preencher as vacuidades adquiridas ao longo da formulação de suas teses, reunindo egocentrismos exacerbantes em quaisquer âmbitos da cognosia advinda do formalismo exaustivo das cibernéticas!...

                                        Wilson Cerveira

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