quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O DESEDUCACIONAL ESTIGMATIZA O HODIERNO

     A entrada do aluno na escola dá-se, hodiernamente, aos dois anos de idade. Quais seriam as primeiras observações a fazer, já que o encetamento basilar tornar-se-ia prescindível em sua totalidade! ... Outros fatores de menor relevância, caso fossem necessários, fulgurariam de modo meteórico, mas não necessariamente!
     O protótipo recurso a ser utilizado constaria quanto ao hábito correto de sentar os alunos em suas respectivas cadeiras. Algo que, aparentemente, apresentar-se-ia repleto de estorvos. As crianças não saberiam – ao menos – permanecer sentadas por alguns minutos. Em princípio, exibir-se-iam efígies de estafetas, como paradigmas preceptoras. Depois de algum tempo de perlustração, essas crianças iriam assimilando as normativas do posicionamento escorreito do corpo em seu respectivo anteparo de assento.
     As professoras, as psicopedagogas, os mestres e os próprios diretores não  demonstravam a esses neófitos aprendizes um arquétipo salutar; tanto assim, que, ao redor da mesa principal, posta sobre um tablado de madeira, encontravam-se mal sentados, com o cóccix pendendo para a extremidade da cadeira, deixando um vazio entre as costas e o espaldar, a descrever uma curva que daria acesso à acomodação de objetos, tais como: bolsas de mão, valises e outros aparatos condutores de artefatos apropriados à viagem e deslocamentos de pequeno, médio e longo percurso.
     De que modo esses pseudo-educadores ostentariam cobranças corretivas de postura, porquanto demonstravam os caracteres atinentes ao deseducacional lobrigado sob a contundência estigmatizadora de um estereótipo hodierno, cabalmente estropiado em todos os sentidos e ações perpetradas diuturnamente.
     As falhas somatorizavam a cada instante, aparatando um seriado de defeitos contumazes; e, assim sendo, obiciavam os costumes morigerados absorvidos; alguns deles, desde os primeiros passos orientados sobre o telúrico, tendo por fulcro o basilar entre o gravitacional e o ponto de levitação acima referendado.
     As práticas seguintes só poderiam ser iniciadas, depois de reexames pormenorizados, sendo concernentes aos demais fatores que subsequenciariam os pré-existentes, demandando maiores denodos de acepilhamento ao longo da trajetória anteriormente descrita em seus minuciosos aspectos correlacionados ao ético.
     Em seguida, esses pequenos discentes aprenderiam as regras básicas referentes ao ato de como deglutir os alimentos, após terem exercido a prática correta da mastigação em tempo adequado. Proporcioná-la-ia de conformidade com a devida aceitação pelo organismo. A princípio, aprenderiam a separar com cautela quantidade que deve ser assimilada durante a digestão, deixando a remanescência alimentar para uma próxima refeição. E o pragmatismo do peso e o da medida certa, ambos seriam aferidos, a princípio, para que não houvesse sobejamento emético com relação ao metabolismo orgânico.
     Ensinar-lhes na própria escola encetadora o basilar imprescindível quanto ao manejo correto dos talheres, pratos, pires, guardanapos e demais apetrechos. Desse modo, facilitaria a mecânica correspondente à manipulação mantenedora das normativas atinentes ao binômio: polidez e etiqueta.
     Depois das refeições, buscar-se-iam os meios apropriados quanto ao desempenho correto da escova. Em tese, apresentar-se-lhes-iam a pasta, e como pegá-la, de modo escorreito, retirando somente a quantidade de dentifrício necessária para uma escovação anti-cárie dos dentes da arcada superior e inferior. Há surpresas que devem ser vistas em tempo certo, notadamente no colégio, para que os alunos não percam a vontade de fazê-las corretamente.                                                                                                     Os maus costumes vêm de casa, onde as pessoas mais idosas sentam incorretamente. Além do mais, não leem jornais, revistas, livros etc. Preocupam-se apenas com pregões sobrevindos através de fontes da mídia, as quais, nem sempre, são fidedignas. Substituem os aparatos de notoriedade pelos sites de notícias, que são hesitatórias informações internetizantes. As condutas são estropiadas pelo deseducional estigmatizador, afigurando um hodierno decadente – repleto de sarças ígneas!
     Imorigeradamente, irão ainda à cata de aprender os bons hábitos, conquanto o sistema atual não chegue a acompanhá-los em toda a sua extensão integralizatória.

        Lamentam-se as lacunas proporcionadas por uma mídia falaciosa, na qual o lídimo passará a ter caráter de embuste, já que não se sabe ao certo onde termina a ficção, propriamente dilucidada, e principia o que se denomina de realidade dolorosa, que está sendo vivida, experimentada e sofrida, mormente nestes dias de cabal carnificina! ...

                                  Wilson Cerveira

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