terça-feira, 18 de agosto de 2015

SUJEITO ESPETACULOSO

     Este tipo heteróclito de individuo introjeta, decerto, as suas recrudescentes psicopatias, projetando-as na imagem do outro, embora não seja capaz de identificá-las como sendo um arquétipo involutivo de uma anomalia, incisivamente, deletéria no que se refere ao basilar estigmatizante das idiossincrasias incrementadas por ele.
     A valetudinariedade varia de conformidade com a situação a que se lhe afigure, independente de quaisquer ritualidades ou fanatismos abruptos.
    À cata de adendos escandalizantes, a persona não-grata refaz a inversão hiperbólica da sua própria imagem. E, à guisa, ressumbrando o intrínseco cabalístico, aparatava os seus tachamentos em diversos pontos da controimagem; diga-se de passagem: do que se desideraria, com assertiva, perverter a essência real das ideias, sobrepujando a abrangência das acepções positivas, negativas, evolutivas, involutivas; ou, então, em estado degradatório, estabelecendo um padrão de suborno irresistível em todos os posicionamentos plausíveis ou implausíveis! ...
     O personagem espectral é promotor de numerosos escandalismos exacerbantes, e se omite quando surde a deblateração proclamante, abrangendo seixos e vórtices vesânicos!
     Com toda a extensão da prova cavilosa, o sujeito cabalístico vocifera, estentoricamente, dando a especiosa impressão de alguém, sem que se distinga o vulto, e que demanda inusitados átimos acrimoniosos. Destarte, buscam-se providências prementes – dentre tantas outras – de neófitas anomalias psicopáticas, absconditadas na visceralidade da persona em voga.
      Do seu intrínseco, surdem as imagens que ele execra com asco. Essas efígies nunca lhe causaram nem um dos males secretos cognoscíveis, se bem que as vislumbrava em estado prematuro, e, em que, nessas características comportamentais, estão sempre a colimar o mesmo ponto de uma determinada premonição vaticinadora ominosa.
     Se o Arnaldo Negreiros escuta várias marteladas no andar superior do prédio onde mora, presume ser um ardil aprestado pelo próprio síndico, – o tal Jeremias –, numa tentativa abstrusa e malévola de gerar deleteriedades em alguns apartamentos, sobremodo no andar em que estava localizado o apartamento – 908. De fato, o interlocutor da vacuidade era portador de muitas psicopatias esfíngicas!
     Deveras, esse esqueleto refuta qualquer ideia, por mais benéfica que seja, preferindo apelar para os esdruxulismos, sentenças ultrajantes e expressões desrespeitosas para com o idoso, como se ele, – o réprobo elemento capcioso, – não fosse jamais chegar aos umbrais da senescência.
     Ninguém, até os dias hodiernos, saberia, por mais solerte que fosse, ressudar com exação os desígnios de Deus, conquanto a fé no Criador, indubitavelmente, fosse capaz de remover penhascos e montanhas de todas as alturas, intermediando espaços e interregnos ínvios, adendando alcantilados e escarpas variegadas.
     Alguns o chamavam de Arnaldo, enquanto tantos outros, preferiam o seu sobrenome de Negreiros, e bem poucos, denominavam-no pelo prenome e sobrenome – Arnaldo Negreiros. É, então, de bom alvitre reminiscenciar que ele, o arguto sujeito espetaculoso, estava sempre à cata de recrudescimentos para as enigmáticas alegorias mirabolantes. Desideraria respaldo irrestrito para tudo o que lhe aflorasse da mente em estado conturbatório.
     Aliás, se houvesse certa redução de som, o defeito teria sido provocado por outro elemento que integralizava a componência da diretoria do condomínio cognominado pela expressão de – “Serra Negra”. Ninguém, nas três dimensões do tempo – hesterno, hodierno e crástino – preocupar-se-ia, com alguma melhoria do imóvel, e todos optariam pela depredação da estrutura de pedra – se bem que tenha o seguro e a garantia de escrituração de “compra e venda”, abrangendo ambos os documentos, e sendo encontrados, corroborativamente, em todos os cartórios de São Luís do Maranhão, como forma irrefutável de respaldo inconfutável!
     Os escandalismos faziam parte do seu etológico introvertido. Teria, de fato, de evagar uma construção onírica de uma bomba atômica em pensamento, arremessando múltiplos estardalhaços durante os seus delírios-alucinatórios – em vários setores nevrálgicos do Edifício “Serra Negra”.
      A complicação do Arnaldo e suas elucubrações e sandices transpunham todas as estremaduras do suportável. Seria, em caso de emergência premente, um sujeito apassivado ao largo da vacuidade que o assistia diuturnamente.
     De sua prodigiosa divagação, das mais percucientes de todas as que já foram analisadas, sobremaneira as que ressumbrariam o arquivo real do abstruso, obedecendo os compassos ditâmicos regimentais dos propulsores elementos taciturnos.


                              Wilson Cerveira

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