quarta-feira, 11 de maio de 2016

PERSONALIDADES SIMULACRAIS

      Esmeraldino, famoso motorista, perdia-se cada vez mais, quando ia à cata de adendos cognitivos correlacionados ao etológico humano. Diante de se desfilavam: “tartaruga” (dois reais); “garça” (cinco reais); “arara” (dez reais); mico leão dourado (vinte reais); “onça” (cinquenta reais); garoupa (cem reais).
     Este senhor do volante ostentava preferência pelas cédulas de valor mais avantajado. Abominava, geralmente, o somatorial das cédulas menos onerosas. Decerto, o volume o incomodava bastante, vocacionando os olhos de quem o perlustrasse. Com certeza, era um risco a mais que se formava ao seu redor, aliciando o número de extorquidores proliferantes.
     Não surde uma voz responsorial capaz de escusar os dilucidamentos dimanadores. Deveras, não se perquire o estado de saúde o estado valetudinário das pessoas. De modo timorato, as visitas não são exequíveis em dias hodiernos. No intrínseco dessa ausência existe a grande desculpa: “evitar o requestamento de uma determinada pecúnia”. De fato, a corroboração do assentimental é uma clarividência quanto ao etológico inumano, cada vez em declínio conspurcador, numa decadência deletéria avassaladora.
     As cédulas prosseguem em suas sendas volitivas. Em silêncio absoluto, estabelecem-se os valores gradientes – aumentando, ou diminuindo, a onerosidade existente no caixa da disponibilidade plausível.
     Galdino, homem abastado, herdara o gérmen da tacanhez, pois, em quaisquer circunstâncias, priorizava a sobrevida das cédulas amarfanhadas e mofadas!
     Comprovadamente, esses comportamentos heteróclitos, há muito vistos e revistos, buscam uma falaciosa angústia no que concerne ao ato de desiderar as escusações, ainda demonstráveis de falhas especiosas, auspiciadas na calada degenerativa das noites, onde fraudadores e engabeladores ressumbram um despautério em suas sinopses, abrangendo uma dialética interminável com relação a todas as dimensões tangíveis...
     Caso alguém as escute, há testemunhas e testemunhos que corroborem a incúria existente nos dias hodiernos, mostrando a desnecessidade atual quanto ao ato de visitar o doente, para que a sua imagem no fique apenas na retina, ressumando laivos combalidos, e que causam desvios esquipáticos e dislates execráveis!...
     A verdade, às vezes, tem caráter simulacral embutido em mil ondas meândricas! É um tipo confabulação abscôndita, podendo estar nos escaninhos das escritas mais bem formuladas...
     Esmeraldino deprimia-se no ramerrão existencial, pois sempre ia à cata de inusitados adendos no sorumbático contubérnio realístico destes nossos dias hodiernos – de percucientes agruras probativas!...
     Não digressionemos o ângulo basilar e imprescindível, já que estamos à guisa de coligir elementos corroborativos que ressumam os lídimos itinerários promanadores, a fim de que ressudem alternativas capazes de conter as temperaturas mais estapafúrdias já consignadas, nesse demudável planeta – Terra, repleto de percucientes indicadores, revelando um tipo de resolução peremptória com relação a todos os fatores funcionais e afuncionais.
     São injustificáveis as razões que expendem as descomunais ausências de estesia, mormente em circunstâncias consideradas mórbidas. Pelo contrário, em que pese os inversos, a presença da pessoa se faz necessária. É nesse comenos, que, no entanto, se decide a quantia de empréstimo, estritamente meritória com relação à participação pertinente ao evento de recuperação orgânica.
     Nas enfermidades, máxime, nos priscos de Antanho, contavam-se os respectivos números daqueles que expressavam uma sentimentalidade proeminente. Nestes nossos tempos hodiernos, faz-se o contrário dos contrários: desassistência, abrangendo o tridimensional: espiritual, somático e psíquico. Dessa forma, ninguém consegue manter-se com saúde, uma vez que, em todos os âmbitos, sem exceção, as variantes enfrentam oscilações positivas ou negativas, com adendos turbilhonantes – de precisão perceptiva.
     Reitera-se o dito especioso: “Não o visitarei para não preservar consigo os traços fisionômicos de um rosto emaciado pelas agruras do tempo – denominador comum – em todos os sentidos e direções plausíveis”.  
     O problema da refutação de uma possível visita, decerto, estando intrinsecamente atrelada ao ato de solicitação de uma estabelecida quantia em dinheiro. E, dessa forma proterva, o visitante far-se-á ausente. Então, o elemento telefona ou manda interfonar com o propósito de requestar quaisquer probabilidades de uma agiotagem inopinada; caso esses indivíduos passem a ser caloteiros! ...   Assim sendo, tem-se a proliferação exacerbante de muitos referenciais vigentes.



                                           Wilson Cerveira

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