Quem são esses abruptos que perpassam à
margem dos ínfimos, das marginalidades, dos párias, das escorias e escroques
inescrupulosos?!... Decerto, esses caracteres degenerativos ressumbravam em
tempos prístinos – regentes e príncipes desta nossa história – repleta
cabalmente de falaciosos caracteres escatológicos, que se tornaram
incognoscíveis com o decurso inexorável do tempo – profligador infenso – de
elevadíssimo poder de desmoronamento irreversível.
Dona Caliene, persona de priscos
longínquos, ao visitar-me aqui na chácara, tocou-me sutilmente na cintura
escapular, para exarar-me o seguinte: Não elucubrei, e jamais saberia
vaticinar, os postremeiros presságios desta humanidade, repleta de
dessensibilizações e dessentimentos, que partem célere, em direitura às
malévolas e intransigentes pegadas do velho marinheiro da destinação, que é um
náufrago à demanda de uma coroa de areia, para que lhe servisse de ancoradouro,
desde que os bancos de areia sempre guardaram entre si distâncias estabelecidas
– conforme o trecho de mar, notadamente o que está sendo singrado em toda a sua
extensão – sob a orientação das linhas horizontais ou transversais, assim como,
sem perplexidade, a do eixo vertical, fazendo surdir, por premência decartiana,
o eixo ortogonal, no qual poderemos determinar as estremaduras: ascendente e
descente dos díspares eixos, quer sejam para cima ou para baixo; também como,
da direita para a esquerda, ou vice-versa, solucionando a negativa e a
positividade de ambos os tracejamentos descritos em quaisquer direcionamentos
previamente traçados.
Nos caracteres demudáveis, decerto,
poderíamos reconhecer e acompanhar as nuances ocorrentes com o decorrer
paulatino do tempo, que é, indubitavelmente, um aniquilador inexorável!...
Destrói, como loba faminta, a própria oxidação do ferro e de todos os elementos
existentes na natureza, independente da importância que ostente com relação ao
relacionamento dos elementos químicos que fazem parte integral do questionável
telúrico!...
Os caracteres escatológicos não ressumam
estigmas de identidade. Ao surdirem, vão, pouco a pouco expungindo as
imperceptíveis marcas remanescidas através de observações vislumbradas em
graves lentes de aumento.
As obliterações seguem em sequência
gradacional, como se estivesse a obedecer o ritmo deletério do tempo. Com o
transcorrer dos dias, horas, minutos e segundo – a deleção vai se completando
por inteiro – deixando uma vacuidade impreenchível em todas as direções e
sentidos. O álbum temporal deleta vagarosamente todos os caracteres
remanescidos nos arquivos mais acurados.
As imagens promadas de díspares
lembranças, – sem que se saiba precisar o átimo temporal ocorrente –, ressudam
o mesmo enigmatismo inserido nas vetustas folhas de pergaminho – sem que os
palimpsestos revelem os sigilos impressos no decorrer fugaz de todas as
reminiscências coligidas ao longo do tempo de espera, malgrado não aparate os
hieróglifos assinalados pelos historiadores, lídimos sujeitos compulsadores, em
outros tempos de imane longinquidade!...
Não se sabe a etiologia do enigma
temporal!... Todos eclodiram, prototipamente, de caracteres diferenciais. Logo
após, por meio de gradações espontâneas, uma cicatriz traduzível foi obiciando
a devassa de tantas outras – sobremaneira as que se fizeram reconditadas nos
retilíneos das raízes mais caquéticas...
O apocalipse considera-os como sendo os
encetamentos indicacionais do escatológico. A humanidade terá,
indubitavelmente, a sua peroração. Nada ficará em latência exordial. Amanhã,
decerto, virão outras efígies de menor ou maior complexidade!
Ila-se, finalmente, em direitura ao que
fora estimado preteritamente. Nesse caso, a incognoscível estigmatização, o
crástino, em decorrência dessas numerosas delações comutativas. Então, a
incognoscibilidade estará ocupando o interior e o exterior. Não haverá mais
condições de distinguir o útil ao agradável, e vice-versa!
As identidades deixarão de existir, pois,
em todas as áreas do conhecimento humano, não se saberá de onde devamos
principiar, uma vez que, sem perplexidade, as marcas reconhecedoras obliteram-se,
vagarosamente, com a efemeridade das ações e práticas perpetradas nos
interregnos dos ramerrões.
De fato, será uma promiscuidade
avassaladora, pois, no escatológico, de forma indubitável, a
irreconhecibilidade abrangerá tudo e todos, e ficar-se-á numa situação – das
mais implexas – não ocorrendo nenhum registro factual ou, então, de esboço
fisionômico determinante. As imprevisões e as descomunais dúvidas tomarão conta
de todos os espaços e entrelinhas, fazendo com que os interlocutores e seus
aparatos fiquem à mercê do cabal enigmatismo!...
Wilson Cerveira
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