Se,
hodiernamente, é paradoxo com referência ao ato de exarar a lídima verdade, não
a podemos inumar, por vontade própria, a existência da “Cultura Geral”, nos
célebres e inolvidáveis tempos de Antanho, o Mestre dos mestres, que ainda tive
a ensancha de testemunhar nos meus tempos de mocidade!...
Lauriela, conhecida na intimidade por Maricotinha, não ostentava a engabelação
dos que aparatam uma especiosa polimatia. De fato, a senhorinha fora Professora
Normalista da protótipa turma da “Escola Normal”. Deveras, nessa década
capitólica dos anos quarenta, – cravados no memorial indelével do século XX,
exatorialmente assinalada, com ênfase, nos ressumbratórios do encetamento
palingenésico dos anos de mil novecentos e quarenta.
Professora Maricotinha, chamada pelo pessoal do interior, não relegava
os apetrechos utilizados no decurso da exposição das várias disciplinas – por
ela ministradas. Quadro
desarmável, aparatando um cavalete que o sustentava na região posterior como se
fosse um esquadro triangular que o orientava, acuradamente, descrevendo a forma
que o afixava no terço médio da parede, evocando um trapézio apoiado sob a
colimação de um compasso semiaberto nos ladeamentos suplementares. Além disso,
ressumava o material didático e disciplinar, com o intuito de manter, também,
os diversos arquétipos utilizados nos átimos necessários ao ato de infligir os
cautérios prementes.
Estas
normativas auxiliariam na manutenção do seu comportamento, de modo
imprescindível, em sala de aula, aduzindo-o para o meio exterior – demonstrado
pelo corporativismo de uma sociedade consumativa, mormente quanto ao gládio
emaranhado do concorridíssimo – “Mercado de Trabalho”, – nestes dias hodiernos
–, regidos pelas mais fatídicas
acrimônias e agruras obstinativas, ocupando todos os espaços traçados na
divagação dissecativa dos trechos enciclopédicos compulsados ou esquadrinhados
com expressiva minuciosidade.
Realmente, a professora “Normalista”, em sua potestade eruditiva,
buscava sempre a diversificação do conhecimento. Com certeza, predispunha-se a
estudar, diuturnamente, as diferentes matérias – Português, Matemática,
Ciências e Conhecimentos Gerais (História e Geografia).
Utilizava-se
no prístino a elucubração dos recursos apresentados pelos próprios professores
ou mestres – sem que se dispusesse dos recursos tecnológicos, hodiernamente,
ostentados no decurso explanativo das aulas teórico-práticas.
A
exausta professora do antigo “Curso Primário”, de modo acurado, estava sempre à
cata de adendos ilustrativos para abrilhantar suas aulas. Fazia de cera, gesso,
cartolina e demais aparatos, afinal, todo o material de que precisava para
dilucidar as perplexidades geradas pelas aulas expositivas, abrangendo,
somatorialmente, a Linguagem, Aritmética, Ciências e Conhecimentos Gerais
(História e Geografia).
Petronílio,
o vizinho mais consciencioso, dizia para sua companheira Laércia, geralmente em
linguagem confidencial, o seguinte: “Nunca conheci quem tivesse mais paciência
com seus discentes, sem exceções, do que a ilustre Professora – Lauriela,
epitetada de Maricotinha, mormente entre os amigos e, também, no ambiente
familiar. Como é difícil suportar tanta algaravia em meio à tentativa de
manutenção do educacional, exigido durante a ministração das aulas atinentes
aos diferentes conteúdos da grade curricular do vetusto e saudosista – “Curso
Primário”.
De fato, a professora Normalista ostentava uma
função polivalente, e, destarte, ressumbrava uma versatilidade a toda prova.
Ela atendia as necessidades de uma clientela diversificada com relação a vários
pontos de vista: assimilação dos díspares conteúdos ensinados por uma única
mestra, excluindo quaisquer probabilidades concernentes aos atos de repulsa,
pois, sem hesitação, tinham diante de si uma única educadora, com capacidade de
ensinar-lhes várias disciplinas cujos conteúdos divergiam bastante. Deveras,
haveria necessidade premente de portar uma cultura geral bem dilatada quanto ao
âmbito do saber amplo, polimatizado, sem cerceamentos!
Termina-se o “Ensino Médio”, sem que saibamos as preceptoras de suas
destinações. Não é permitido o cincar reiterativo de mestres e doutores. A
maioria opta pela letra disforme, pelas siglas e pelos criptogramas; já que,
sem hesitação, dizem estar na era da cibernética avançada, sem estremaduras.
Tentam justificar, de maneira falaciosa, a origem das escritas errôneas,
imprecisas, em linha geral ininteligíveis; ao passo que, em caráter geral, sem
lamentações, pois advieram das objurgações impostas pelo seu ex-professor.
A
partir dessa condição, o aluno poderia, com o decorrer do tempo escarmentoso,
chegar ao ponto circunstancial de epígono. Dignificou-se o discente, em função
da solidez demonstrada pela eficiência de poucos educadores nestes hodiernos
dias agrurosos.
De
que maneira, mesmo sofrendo as influências nefastas das digressões, poderíamos
auferir alguns estudiosos, com exceções assinaladas, portando em todos os ramos
do saber, um pouco, sequer, de cultura geral. É, portanto necessário o
conhecimento do encetamento basilar, para que, em termos de aprendizagem,
possamos percucientar as díspares gradações eruditas já assimiladas durante a
experimentação de novas erudições inteiramente úteis no depreender geral que
estão à cata de inusitados adendos científicos e filosóficos, numa abrangência
infinita. Aprendais a partir da premência de absorver novos conhecimentos, que,
no crástino apropinquado, servirão para dimanar as amplitudes das inusitadas
culturas!...
Para
que consigamos “Conhecimentos Gerais”, não importa nem deve haver quaisquer
demarcações do tempo. O ato de estudar passará a ser contínuo, em quaisquer
átimos diuturnos e noturnos. As perplexidades deverão ser dirimidas em
quaisquer átimos de apreensiva depredação – de natureza exprobrativa.
Fujamo-nos das extorsões produzidas pelos três conspurcativos poderes, onde um
apoia o outro, no que concerne as dilucidatórias dos imanes óbices dispersos
nos meandros dos comenos mais implexos – em meio aos revoluteios das sendas
mais distributiva com relação ao ato espontâneo e volitivo de aprender as
matérias, independentemente das necessidades de uso diário.
Não
se preocupava – o Dr. Licomedes – com a restrição das necessidades do ramerrão,
mas trazia para si a cultura dos grandes clássicos, notadamente uma visão cabal
sobre o orbe e sua desenvoltura prospectiva com relação ao que se denomina
porvindouro!...
Wilson Cerveira
Nenhum comentário:
Postar um comentário