Nos tempos de “Antanho”, a iniciativa de
elogiar o sujeito, independentemente da faixa etária, constituía-se em algo
estimulador e edificante em todas as acepções plausíveis.
Hodiernamente, este hábito de aclamação
tornou-se deletério em toda a sua extensão vernacular. Se assim o fizermos,
estaremos procedendo de modo paradoxal, contestando todas as opiniões
formuladas!
Para
que servem esses encômios – dos mais heteróclitos – uma vez que,
indubitavelmente, quanto decifrados, não passam de ultrajes simulacrais! As
pornografonias se constituem, em dias hodiernos, no cerne hermenêutico,
formando apologias de contundente desfaçatez.
Os especiosos panegíricos estão dispersos
em quase todos os ambientes, de modo independente, não respeitando as mais
requintadas etiquetas. Implantam-se sem obsecrar a devida vênia, pois
ressumbram ares de tirania sem estremadura! ...
Lembrar a efígie, quando determinada por
certa distância, não equivale ressalva, visto que, em função do tempo
decorrido, não registra expressão positiva, mas, sem hesitação plausível,
corrobora com os referenciais relacionados aos prescindíveis elogios!
Há negatividade premente com relação aos
falaciosos panegíricos. Prestigiam, então, pessoas; tanto em fase de
puerilidade, quanto em senescência – exortando uma diretriz ponderativa para
mais ou para menos, adendando ao estado libratório das mais abstrusas
antinomias crástinas do orbe.
As psicologias errôneas dos dias hodiernos
vêm acumulando sucessivamente elogios sem fundamentos, os quais só servem para
desensinar o correto, e, de modo concomitante, sufragar os equívocos e
más-formações nestes dias de crucialidade expiante.
A criança, sem tomar conhecimento da
garatuja impressa no papel, ainda é, de modo falacioso, encomiada no final da
página, tal qual tivesse a perpetrar uma letra caligráfica, dessas que são usadas
nas certidões fornecidas pelos cartórios mais rebuscados, do país inteiro, mormente
neste rincão de tantas abrangências!
Elogios para manter a desintegração do
psicológico?!... Só, somente se, em caso de exício incontinenti, houver
especiosidade regenerativa de uma degenerescência à sorrelfa, cabalmente
abscôndita perante visões suscitadas a partir de probabilísticos visionários.
Como são deletérios esses tartufos
encômios, quase todos, sem exceção, encetados nas primícias dos rudimentares
conhecimentos adquiridos a partir dos pródromos de adentramento, notadamente no
jardim da infância querida!
A criança pega o lápis, alongando-o nos
últimos dedos da mão, e, depois de algum tempo, esboçando obiciamentos, escreve
uma garatuja – das mais lôbregas! ... A professora, no desiderato de dar a
falaciosa expressão de condescendência indevida, ainda consegue rubricar, com
falcatrua o seguinte: “Parabéns, e que letra!”
Naquela idade, o aluno não percebe os
apodos que estão sendo dirigidos a ele! O certo, então, seria: “melhore a letra”;
decerto, você vai longe quanto ao aspecto cartográfico, desde que preserve a
obediência com relação ao formato normal da letra do alfabeto. E, destarte,
nunca mais se poderia vislumbrar a veracidade das apologias. Todos esses
panegíricos são de progressividade simulacral.
Para que elogiar a própria demência, já
que, por motivo implausível, estamos aderindo o excídio réprobo e cabal,
principalmente o que vai se dispersando pelo orbe – sem discricionários de
exclusão.
Todos os tipos de “louvações” – sendo
elas, de modo contundente, dirigidas aos diversos ramos da atividade humana –
sem quaisquer exceções, servindo apenas para estiolar... De que forma, por mais
controle pessoal, podemos transigir perante essas atitudes ignominiosas,
sobremodo as que nos surdem, oprobriosamente, a partir de indivíduos
considerados – maus caracteres – conquanto já deram prova cabal. São protervos,
decerto, em tudo o que tentam ressumbrar...
Pronunciam os anátemas, indiretamente,
atingindo os colimadores errados, visto que, sem interpelação, esses elementos
não podem declinar um só vetor resultante!
A complexidade dos quadros, sem menção determinada,
num cipoal sem limite; com certeza, estorvou o ponto mais nevrálgico,
deixando-o na vacuidade negativa de todas as circunstâncias somatoriais!...
Wilson Cerveira
Elogiar é preciso, em qualquer circunstancia
ResponderExcluirBastante pertinente seu artigo, ontem mesmo fui fazer uma visita a um amigo que encontra-se enfermo e sua netinha concluiu antigo jardim de infância , primeiro diploma veio me mostrar seu caderno de atividades.Elogiei e disse é preciso melhorar essa escrita para que outras pessoas compreendam melhor.
ResponderExcluir