Os colégios
estaduais, municipais e particulares contratavam médicos, com a finalidade de
realizarem uma averiguação sobre o estado orgânico, notadamente em se tratando
do esqueleto ósseo e suas possíveis anomalias que surdiam, de modo precoce, nas
diversas faixas etárias, sobretudo as iniciais, em que os defeitos são
detectáveis, com maior precisão, podendo ser equacionados, através de
fisioterapias adequadas para cada caso ressumbrado. Mas, esses medecos ou
medecus não respeitavam a ética de suas especializações profissionais!...
Ninguém na escola
teve a curiosidade de observar as falcatruas perpetradas pelo especioso exame
de natureza biométrica. Nesse tempo prístino de Curso Primário, havia um grupo
específico de fiscais, onde os inspetores se sobrepujavam em relação aos
supervisores e preceptores. Havia uma exação rigorosa em cada setor, não
remanescendo laivos de irregularidades ou serviços pendentes!
Talvez, o nome
correto para esse tipo antiético e irresponsável de profissional fosse trazê-lo
para a cognominação de medecus, os quais exibiam as suas reais desqualificações
quanto ao concorridíssimo mercado de trabalho.
Formavam-se à base
de extorsões perpetradas pelos seus próprios genitores, que o queriam ver na
condição de “médico”, conquanto não reunisse as mínimas características no
sentido de assumir um atendimento aprazivo quanto ao procedimento a ser
averiguado em cada caso em particular, independendo de tecnologias sobejantes,
que costumam expurgar as diretrizes correlatas às direituras de adequado
lenimento – sobremaneira em detrimento dos que já ostentavam lordoses,
escolioses, cifoses e tantas outras anomalias do eixo vertebral...
Parece-me, em real
sentido escarnecedor, que esses tais profissionais irresponsáveis – de cabal
conivência com as crástinas protrusões da coluna; independentemente, não
havendo especificidade de que venha a ser: cervical, dorsal, lombar,
sacro-coccigeana! Todas, sem exceção, são pungentes em torno de si próprias. A
cervical, a mais intrincada de todas, pois nela estão inseridos nervos, fibras,
fibrilas e os demais plexos musculares...
Médecos, medecos
ou medecus seriam bem cognominados, em detrimento do corpo discente dos
colégios... São muito gratificados perante os gravíssimos erros médicos
perpetrados, lesando com estigmas percucientes a ética profissional; e,
destarte, aduzindo a um possível laceramento do falacioso diploma médico,
adquirido através de subornos – implicando elevadíssimas pecúnias!...
O exame biométrico
resumia-se numa ficha de papelão amarelada, constando o nome do aluno, o seu
endereço, altura, peso!... O dedo do médico, geralmente um clínico geral,
corria rapidamente a partir da primeira até a postremeira vértebra da coluna...
Se notava algum pequeno, médio ou grande desvio, fazia vistas grossas, dentro
de sua desabridez, tanto quanto pessoa como na qualidade de profissional
inerente à área da saúde.
E, dessa maneira,
teria que ser lépido, pois atendia a tantos outros compromissos financeiros. E,
estou fazendo a delação desses profissionais irresponsáveis – que andam pelo
orbe afora querendo ocupar mil funções – conquanto sendo lestos, nunca chegaram
a mostrar resultados convincentes em nenhuma delas... As verbas públicas eram o
grande alvo para os exploradores, independendo da profissão que exerciam. Pelo
simples fato de olhar o doente a uma certa distância, sem que o examinasse,
registrava logo o valor pecuniário escorchante a ser arbitrado.
Que capadócio
médico clínico! Todos os anos surdia com as mesmas fichas estioladas pela ação
inexorável do tempo inumador. Esse tal exame restringia-se à terminologia do
próprio nome, constando apenas de peso e altura. Por ser antiético, em todas as
abrangentes acepções, não poderia aventar a probabilidade de trazer consigo à
tiracolo um ortopedista, capaz de detectar os desvios das regiões vertebrais,
principalmente as que fossem ressumbrar anomalias em porvir a médio prazo...
É melhor
pluralizá-los, já que foram sendo perpetrados em todos os educandários de São
Luís do Maranhão e dos demais estados do Brasil, que são constituídos de
sujeitos corruptos, abrangendo, sem exceção, os três facínoras poderes, sendo
os “preeminentes”, para não dizer o contrário, centralizados em Brasília, capital
atual deste Brasil, de povo anárquico, irresponsável e, de modo cabal,
inconsequente. Também, de proeminente insensatez proterva, sobremaneira no que
concerne a resultados fidedignos, sem hesitação, para que os discentes não sejam
nocivizados, em prol das verificações falcatruosas dos falsos médicos, com
diplomas comprados em “Instituições de Ensino”, permissivas pelo próprio
Ministério da Deseducação Nacional!
Até o átimo hodierno, não se sabe o que
significa o tal exame perpetrado nas escolas, somatorizando um interregno de
uma centúria ou mais... Urge abordar a desnecessidade, as excrescências
resultantes, visto que, sem exceção, não surtem efeito algum, sendo mais um
engodo inserido nos colégios, para embustir, de forma coletiva, o corpo administrativo,
docente, discente e, igualmente, familiares dos alunos, sobremaneira os que
estão a carecer de acuramentos prodrômicos prementes.
Destarte, não
percamos tempo, porquanto as prestações mensais dos estabelecimentos de ensino
recrudescem no ramerrão existencial! ... Outrossim, por ser medecum, eis a
razão de não se fazer acompanhar por um ortopedista. Decerto, a necessidade
vocacionava-lhe a atenção; enquanto a desídia prolatava as mais esdrúxulas
posições abdutivas, banindo-o cabalmente!...
No fichário do
medeco engabelador havia rasuras concernentes a pesos e medidas correspondentes
a crescimento na verticalidade em direitura ao referencial substrato. Ninguém
mais, sem exceção, poderia aquilatar descabido prejuízo! Os discentes não aquilatavam
os males que os afligiam o eixo vertical, alterando-lhe o posicionamento dos
discos vertebrais, deixando-os na iminência de desvios de vária natureza e
possíveis probabilidades de prolapso! ...
Surdiam, sem o
propósito de dilucidar as anomalias prodrômicas existentes em alguns trechos
das diversas regiões atinentes ao sequenciar das vertebras! ... Nessas fichas
biométricas não existiam indicações nem observações acerca de escoliose,
lordose, cifose e tantos outros deslocamentos com recrudescências ascendentes,
abrangendo as discretas, quase insignificativas, as pequenas, as médias etc. No
porvir, decerto, surgiriam as de grande porte, sequenciadas por artroses,
osteófitos e adendos disfuncionais.
Caso fossem esses
distúrbios tratados previamente, evitaríamos as consequências funestas,
acarretando detrimentos insuportáveis, com dores lancinantes em quaisquer posições
involuntárias assumidas pelo corpo! ...
Wilson Cerveira
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