De fato, esse estado de descontrole aduz a atitudes
controvertidas. Por isso, observam-se comportamentos diversificados em todos os
setores, tendo como basilar referencial o redarguimento.
Há pessoas que
leem a mensagem (arauto) mas não respondem. Outras, no entanto, montam um
dispositivo eletrônico simulacral, que é capaz de exarar o seguinte: muito
obrigada pelo seu arauto; e, em breve, dar-lhe-ei um retorquimento sobre o que
está sendo mencionado. Antinomicamente, você não terá o redarguimento
correspondente, independendo do tempo decorrido!...
Você ao adentrar a
uma sala de aula, nestes dias em que a especiosidade do ensino recrudesceu em
vários sentidos e direções, e que não se pode reagir, dissimulando com relação
aos discentes mais insolentes!...
Revolvi fazer-lhes
uma simples experiência teórica no dia do amigo – vinte de julho. A turma,
nesse dia, se não me engano estava toda presente; e, de repente, prorrompi a
frase que evagara em meu subconsciente a noite inteira. Ei-la: “Aprenda a ser
amigo!...” Logo em seguida, sem que houvesse reflexão por parte dos ouvintes,
irrompeu uma gargalhada escarnecedora.
Os discentes
reunidos numa pequena sala, vociferaram com voz estentórica: “Hoje, nestes dias
de roubo constante, tendo a exploração como meta, é preferível aprender a arte
de se defender dos Judas Escariotes”, que povoam o mundo – que são inimigos
gratuitos, podendo nos ceifar a vida, sem motivo, apenas por uma patológica
ojeriza de natureza estritamente pessoal!... Que alunos são esses que estão
ali, naquele local ermo, a aprestar o último trago de uma possível bagana de
cigarro?!...
Naquele tempo, o
ato de fumar era estimulante, mormente para os organismos em fase de
adolescência compulsiva. Hodiernamente, de modo indubitável, os discentes
submeteram-se a um estado de degenerescência, descaracterizando as normativas
virtuosas que ainda servem de estatuto de muitas escolas. Mortificaram-se os
vocábulos de ordem, já que a subversão campeia em todas as extensões:
horizontais e verticais!
O aluno seduz ao
ambiente escolar objetos heteróclitos, cujo objetivo é perpetrar deleteriedades
em quaisquer direções – de maneira estúrdia. O lente é desrespeitado a cada
instante por alunos que deixaram sucumbir cabalmente o que se cognominava de
educação!...
Em cada boca há
estrugidos desabridos por parte daqueles que aparatam educação tendenciosa no
que diz respeito à presença do mestre. Deveras, o preceptor foi vítima da
expansão do senhorio – em toda a sua extensão.
Quem impera é o
implicante do ouvinte. E, com isso, o professor fica submisso aos caprichos dos
alunos que ostentam um falacioso saber. Querem mandar e desmandar, sem que
aparatem méritos!... Nada demonstram no âmbito da cultura; pelo contrário, são
o fim de uma jornada decadente!
O discente, em sua
arrogância de vacuidade, tem por objetivo abjetar o mestre numa tentativa
patológica de pretender expurgá-lo de sua função. Eles ficam submetidos a um clima
de anarquia ditatorial abrangente! Quem os observa a longa distância, é incapaz
de declinar a conturbação que estão a promover sub-repticiamente, num
estrupício cabal.
O sistema
educacional, especioso concede essas energúmenas atitudes de pseudos-alunos
cujo objetivo é alvitar as condições daqueles que ainda são lídimos
ministradores de alunos! Se o educador está nos afazeres da laboração dos
exercícios – como meio de fixação da aprendizagem – surdem vários gaiatos; e,
de repente, chamam-nos de louco, de fresco, atribuindo-lhes, com desfaçatez, as
mais sórdidas pornofonias...
Não querem saber
quem é o professor, pois os seus desideratos patológicos estão direcionados com
relação à capacidade traumática, estigmatizando-os por longo tempo procrastinatório
e de prolongamento infinito em todos os traços vetoriais do encetamento de uma inusitada aprendizagem
especiosa!!!
Logo mais
encontrá-los-ei sorumbático, a lembrar-se dos tempos em que tiveram o
privilégio de ser estudante! Os discentes, em sua maioria, não se preocupam com
a formação educacional dos seus mais variegados caracteres.
Os ministradores
de ensino vislumbram-nos como elementos periculosos, quase todos portanto armas
de fogo e armas brancas! Ninguém pode abduzir estas anomalias, as quais foram
verificadas no decorrer da narrativa explicitada.
A escola hodierna,
com seus sistemas de notas, (“mais abstratas”) não apresta seu corpo discente
para o concorridíssimo mercado de trabalho. Destarte, perpetra um desserviço –
uma excrescência descomunal! Os alunos, em sua maioria, são aprovados sem os
devidos méritos; e, remanescem à mercê das circunstâncias antagônicas...
Wilson Cerveira
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