terça-feira, 16 de maio de 2017

DESCOMPASSO EDUCACIONAL



     De fato, esse estado de descontrole aduz a atitudes controvertidas. Por isso, observam-se comportamentos diversificados em todos os setores, tendo como basilar referencial o redarguimento.
     Há pessoas que leem a mensagem (arauto) mas não respondem. Outras, no entanto, montam um dispositivo eletrônico simulacral, que é capaz de exarar o seguinte: muito obrigada pelo seu arauto; e, em breve, dar-lhe-ei um retorquimento sobre o que está sendo mencionado. Antinomicamente, você não terá o redarguimento correspondente, independendo do tempo decorrido!...
     Você ao adentrar a uma sala de aula, nestes dias em que a especiosidade do ensino recrudesceu em vários sentidos e direções, e que não se pode reagir, dissimulando com relação aos discentes mais insolentes!...
     Revolvi fazer-lhes uma simples experiência teórica no dia do amigo – vinte de julho. A turma, nesse dia, se não me engano estava toda presente; e, de repente, prorrompi a frase que evagara em meu subconsciente a noite inteira. Ei-la: “Aprenda a ser amigo!...” Logo em seguida, sem que houvesse reflexão por parte dos ouvintes, irrompeu uma gargalhada escarnecedora.
     Os discentes reunidos numa pequena sala, vociferaram com voz estentórica: “Hoje, nestes dias de roubo constante, tendo a exploração como meta, é preferível aprender a arte de se defender dos Judas Escariotes”, que povoam o mundo – que são inimigos gratuitos, podendo nos ceifar a vida, sem motivo, apenas por uma patológica ojeriza de natureza estritamente pessoal!... Que alunos são esses que estão ali, naquele local ermo, a aprestar o último trago de uma possível bagana de cigarro?!...
     Naquele tempo, o ato de fumar era estimulante, mormente para os organismos em fase de adolescência compulsiva. Hodiernamente, de modo indubitável, os discentes submeteram-se a um estado de degenerescência, descaracterizando as normativas virtuosas que ainda servem de estatuto de muitas escolas. Mortificaram-se os vocábulos de ordem, já que a subversão campeia em todas as extensões: horizontais e verticais!
     O aluno seduz ao ambiente escolar objetos heteróclitos, cujo objetivo é perpetrar deleteriedades em quaisquer direções – de maneira estúrdia. O lente é desrespeitado a cada instante por alunos que deixaram sucumbir cabalmente o que se cognominava de educação!...
     Em cada boca há estrugidos desabridos por parte daqueles que aparatam educação tendenciosa no que diz respeito à presença do mestre. Deveras, o preceptor foi vítima da expansão do senhorio – em toda a sua extensão.
     Quem impera é o implicante do ouvinte. E, com isso, o professor fica submisso aos caprichos dos alunos que ostentam um falacioso saber. Querem mandar e desmandar, sem que aparatem méritos!... Nada demonstram no âmbito da cultura; pelo contrário, são o fim de uma jornada decadente!
     O discente, em sua arrogância de vacuidade, tem por objetivo abjetar o mestre numa tentativa patológica de pretender expurgá-lo de sua função. Eles ficam submetidos a um clima de anarquia ditatorial abrangente! Quem os observa a longa distância, é incapaz de declinar a conturbação que estão a promover sub-repticiamente, num estrupício cabal.
     O sistema educacional, especioso concede essas energúmenas atitudes de pseudos-alunos cujo objetivo é alvitar as condições daqueles que ainda são lídimos ministradores de alunos! Se o educador está nos afazeres da laboração dos exercícios – como meio de fixação da aprendizagem – surdem vários gaiatos; e, de repente, chamam-nos de louco, de fresco, atribuindo-lhes, com desfaçatez, as mais sórdidas pornofonias...
     Não querem saber quem é o professor, pois os seus desideratos patológicos estão direcionados com relação à capacidade traumática, estigmatizando-os por longo tempo procrastinatório e de prolongamento infinito em todos os traços vetoriais do  encetamento de uma inusitada aprendizagem especiosa!!!
     Logo mais encontrá-los-ei sorumbático, a lembrar-se dos tempos em que tiveram o privilégio de ser estudante! Os discentes, em sua maioria, não se preocupam com a formação educacional dos seus mais variegados caracteres.
     Os ministradores de ensino vislumbram-nos como elementos periculosos, quase todos portanto armas de fogo e armas brancas! Ninguém pode abduzir estas anomalias, as quais foram verificadas no decorrer da narrativa explicitada.
     A escola hodierna, com seus sistemas de notas, (“mais abstratas”) não apresta seu corpo discente para o concorridíssimo mercado de trabalho. Destarte, perpetra um desserviço – uma excrescência descomunal! Os alunos, em sua maioria, são aprovados sem os devidos méritos; e, remanescem à mercê das circunstâncias antagônicas...





                                                                   Wilson Cerveira

     

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