Petronílio e
Josefa tinham dois casais de filhos: dois meninos e duas meninas. Tanto as
meninos quanto as meninas eram gêmeos univitelinos. Esses de crianças
desenvoltas foram observando a deseducação ostentada pelos pais. Desde o
assento na poltrona até os últimos pormenores!... Os pais davam sempre maus
exemplos. Do sentar ao deitar aparatavam defeitos inaceitáveis, os quais, no
porvir, iriam prejudicar os filhos.
Petronílio
sentava-se no sofá como se quisesse cair. Por trás do seu corpo, passaria um
violão ou um violoncelo. O cóccix seria, no caso, o osso de amparo,
remanescendo uma curvatura descomunal, abrangendo as demais regiões da coluna
vertebral: cervical, dorsal, lombar e coccigeana.
A mãe – dona Josefa --, repetia, integralmente, o
comportamento do marido, colocando sempre o cóccix como referência. Os filhos,
também, começaram a reiterar o mesmíssimo comportamento defeituoso. Então,
todos passaram a usar o cóccix – como o osso de referência, decerto, para
anteparar os seus corpos no ato de sentar-se. As curvaturas aparatavam a mesma
analogia. Irregularidades essas que iriam refletir, de modo mais recrudescente
nestas crianças: Ladileu, Catileu, Ladiléa e Catiléa.
Os demais hábitos
aparatados pelos pais das quatro crianças, sem perplexidade, ostentavam graves
comprometimentos. Um deles era o de meter indicador no nariz para remover o
cerume acumulado. Após esta falta de higiene, Petronílio e Josefa não lavavam
as mãos com sabão! Também, enfiavam os dedos da mão entre os dedos do pé, como
se quisessem se safar de alguns pruridos mitóticos. Logo em seguida, sem
higienização, pegavam os pratos e os talheres. Destarte, entornavam comida nos
recipientes da mesa, exatamente, onde faziam as refeições. Além do mais,
abandonavam a faca e o garfo, e, também a colher, indo comer com as próprias
mãos sujas de impurezas. Dessa forma, adquiriam verminoses de diversos tipos;
assim como, protozoários parasitas diversificados.
Como é péssimo ter
um casal de exemplos perniciosos! As crianças iam seguindo as mesmas mazelas
repassadas por pessoas adultas, providas de cabal deseducação! A pior de todas
as heranças é um mau exemplo, que é oriundo no encetamento vital. Essa má
herança vai se difundindo aos poucos, contaminando todos aqueles que as
assistem no limiar da vida. É tal qual uma epidemia sem freios, que se
dissemina por todos os quadrantes ladeados à vida de cada criança, buscando
sempre uma insensatez com percucientes estigmas!...
Geralmente, filhos
de pais capitalizados têm o suplantar de suas ações deseducacionais, com
certeza, como se estivessem na prática do espairecimento de suas ações jocosas!
Quando saem em correria, sempre serão chamados de atletas, e nunca, em tempo
algum, receberão o cognome de ladrões!...
Os pais utilizam
seus aparelhos sanitários, de modo bisonho, acocorando-se sobre eles. Num
descuido de uma porta entreaberta, lobrigam esses posicionamentos corporais –
plantando os calcanhares no lugar do
assento. Dejetam como se fossem animais irracionais! Destarte, sem
perplexidade, temos uma amostra deseducacional, que se tornou justificada
devido ter como exemplo protótipo – os próprios pais. E, dessa forma, indubitavelmente, ambos
reforçam essa prática esdrúxula, deselegante e deletéria – sob todos os pontos
de vista. De modo verossimilhante, a pior ou a melhor das heranças são os
exemplos que nos são repassados pelos nossos ascendentes.
Educação é um
conjunto harmônico de regras. Em dias hodiernos, numa inversão cabal de valores
malogrados – o erro passou a ser acerto; enquanto o correto tomou a
configuração de errado!
Difícil é
compreender esse psicologismo patológico, uma vez que, em cada comenos, há um
ressumbramento de natureza abstrusa, heteróclita e antinômica. Realmente, o
menino ou menina saem de casa, em direitura à escola, aduzindo todos esses
estigmas. Adentra ao colégio, e, pouco a pouco, vai desenvolvendo os maus
hábitos trazidos do ambiente familiar, no qual, em sua totalidade, são
vislumbrados os péssimos exemplos oriundos da maldita herança paterna!
De repente, nada
mais que de repente, Ladileu e Catileu (ambos gostavam de jogar bola);
enquanto, sem hesitação, Ladiléa e Catiléa (ambas apreciavam o ato de brincar
com as mais requintadas bonecas eletrônicas). O casal Petronílio e Josefa
olvidavam o rebuscamento existente numa época em que a tecnologia mandava,
através dos seus repimpados recursos, de ponta a ponta, nos esfíngicos meandros
de uma “Era Cibernética”.
Prematuramente, as
crianças avançavam o curso dessa parafernália tecnológica..., pois iam
revelando os intrincados mecanismos presentes nesses brinquedos ostentadores da
mais proeminente arrancada do labiríntico orbe dos brinquedos deslumbrantes!...
Sim, não tenhamos
nenhum arquétipo de perplexidade, em exarar que elas riem e chorem ao mesmo
tempo, simbolizando a unificação da vida com a morte. Afinal, sem dubiedade,
partem em direitura a inusitados artifícios eletrônicos, os que ressumbram a
manipulação harmônica de todos os aparatos interligados por meio de uma imane
tecnologia reinante. Os pés acabam por se movimentar livremente, acompanhando o
cadenciamento dos membros superiores – formando, dessa maneira, um só arquivo
funcional reinante.
As atitudes dos
pais ficavam à cata daquela condição de ser humano. Ressumbraram-lhes os perfis
desses ciborgues altamente expressivos. Orientam todos os seus comportamentos –
do mesmo modo – cabendo entre os espaços imanes. Outrossim, discentes e
docentes ficam perplexos; pois, eles têm diante de si a imagem extenuada de um
ciborgue: organismo cibernético, ser humano biônico: meio humano, meio máquina.
Destarte, vamos caminhando numa vereda comutável em todos os sentidos e
direções existentes!
Em casa, as
crianças continuam a receber o mesmo fluxo negativo. Banheiros com portas
abertas. Os pais acham que devam desvendar, prematuramente, os enigmáticos
melindres corporais. Desse modo protervo, pais e filhos acabam banhando juntos.
O desnudamento é copioso, em sua totalidade, sem que percebam a doação da má
herança do pior exemplo. Pois, não adianta precocidade, uma vez que, sem
dubiedade, a vida vai sendo ressumada conforme o tempo de crescimento contínuo.
Salacidades são meios deseducacionais perigosíssimos!... E é de bom alvitre
declinar o seguinte: cada coisa tem o seu devido tempo!
A voz a ser
retumbada é uma só: quero vê-los a estudar diariamente, marcando, no mínimo,
uma hora para cada disciplina, e que sejam mantidas de acordo com suas
prioridades emergenciais, em que concerne aos mais diversificados e implexos
concursos públicos.
Petronílio e
Josefa têm uma loja variegada com relação aos mais esdrúxulos artigos e
especiarias. É um comércio que vende um pouco de tudo! Ressalte-se que o bombom
ioiô está presente, sendo amarrado por um elástico, facilitando a jocosidade de
quem o impulsiona para frente e para trás, num ir e vir constante, e que, de
maneira concomitante, disputa com o colega...
Todos os colegiais
queriam comprá-lo, como se fosse algo sumamente necessário e imprescindível com
referência ao que devamos participar. Lá, também, tem balões, pipas, fogos
artificiais e tantas outras especiarias ostentatórias. Então, não percamos a
ensancha, pois, a vida é curta e surpreendente. Quando pensamos que estamos
aqui, estaremos, decerto, lá; bem longe, buscando sempre um equilíbrio para
viver sob a égide alumbrática da “Divina Providência”.
Wilson Cerveira Marques
O artigo nos remete a uma boa reflexão acerca dos valores imateriais que estamos deixando para nossos filhos.
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