sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SÍMBOLOS PATOLÓGICOS



   São lobrigados pelos prazenteiros, e são objetos que requestam primazia, uma vez que aparatam altíssimo grau de aliciamento compulsivo e degenerescente. De fato, postulam um frenesi fanático infrene, independentemente dos demais fatores intervenientes.
   Os símbolos patológicos surdem no átimo em que a obcecação conflagrada ofusca os pontos vislumbratórios elucubráticos, existentes na tridimensionalidade do âmbito colimador. E, destarte, é de se supor que, após alcançarem o estado crônico da inveterabilidade, cheguem a relegar as necessidades freudianas basilares: fome, sede, sono e sexo; com vistas a fruir, de maneira premente e inconfutável, os desideratos voluptuosos do seu próprio fanatismo.
   Os ícones, em frêmitos, ostentam matéria, contendo massas e formas das mais metamorfoseantes. E, após os afiguramentos convincentes, tomam destinações tergiversantes com relação às sendas a serem percorridas. Nesse caso, não encontram parceiros prontos para a devida partilha, pois prescindem de quaisquer circunstâncias. Então, não vislumbram as urgentes necessidades dos estipêndios estabelecidos por leis trabalhistas e outros apetrechos regentes quanto ao imane consumismo presente no êmulo mercado de trabalho.
   Os símbolos patológicos irrompem isoladamente ou em conjunto. Quando se apresentam de modo unitário, podem ser vistos sob o impacto estrugido da rejeição. Caso estejam a formar uma coletividade, demonstram a direitura de aceitabilidade convincente, por parte de uma sociedade que os incorpora na qualidade de anódinos.
   As imagens podem, conquanto levógiras, receber a quantificação do aprazimento de uma modalidade especial de energia condensada. Desse modo, readquirem a pujança da permanecibilidade. Os jogos futebolísticos, notadamente as vulgarizadas “peladas” gratuitas, ressumbram a máxima agressividade pertinente a este círculo vicioso e interminável, sobremodo com relação ao hodiernismo deletério.
   Esses escorços mórbidos são praticados em todos os logradouros públicos. Armam-se  traves nas ruas principais, transversais, perpendiculares e colaterais.
   O cinismo valetudinário é tão grande, que os energúmenos ameaçam as laterais e os frontispícios das residências menos protegidas; ao passo que os mentecaptos afrontam os telhados das casas, sobrados e sobradões mais vetustos, e chegam a cominar os moradores, e, de modo reptatório, tendenciam implantar traves nas áreas superiores cobertas, em apenso, por esses recintos contíguos, parcialmente alpendrados.
    Os participantes dessas atividades lúdicas tresvairadas, decerto, demudam-se fisionomicamente, sobremaneira naqueles átimos onde estão a perpetrar as sanhas armazenadas em seus psiquismos malévolos. Assim sendo, as máquinas fotográficas digitais e as filmadoras de última geração, sem dubiedade, as registram, juntamente com os traços fenotípicos estropiados, – da maioria desses vesânicos --, sobremodo dos que padecem da síndrome do ócio pernicioso.
   Outra forma da simbologia patológica está centrada no uso indiscriminado e permissivo das drogas mais pesadas, as que causam uma percuciente dependência de natureza física e psíquica, concomitantemente.
   Essas criaturas enfermiças aparatam um quadro sintomatológico deletério. A cada instante, sem hesitação, sentem-se aliciadas pelas drogas, ressumando uma psicose obsessiva compulsiva, que somente terá cessação quando os organismos se encontrarem libertos desses grilhões, os quais são produzidos por substâncias químicas de alta toxicidade.
   Hodiernamente, há símbolos em todos os lugares e ambientes. Precisamos descobrir um meio contemporizador eficiente, do qual tenhamos o direito de, mesmo sendo de elevadíssima meticulosidade, saber, com sapiciência, conviver com as agruras proporcionadas, de fato, por esses sujeitos acrimoniosos, que trazem para si, isto é, de fora para dentro; e, de dentro para fora, não se podendo estimar o percentual exatório, embora saibamos que se apropinquem de modo inequacional!...

                                 Wilson Cerveira

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