Em detrimento dos discentes, os
professores – destes dias hodiernos não humanizam as desnorteantes atividades
docentes, já que a pragmática adotada não ostenta vínculos atrelados ao
concorridíssimo mercado de trabalho – em via de cabal saturação --,
abrangendo a grande maioria dos
proliferantes ramos do saber.
Oprobriosamente, os lentes remanescem
absconditados nos escaninhos dedálicos dos mais díspares aparatos curriculares,
tendo por raízes basilares as antinômicas e heteróclitas leis de diretrizes e
bases pertinentes ao questionado sistema educacional brasileiro.
Hodiernamente, a edudeseducação promove
uma série continuada de facilitismos, facultando o transitar sem óbices – de
uma série a outra, visto que a quantificação sobrepuja os méritos inigualáveis
da obsoleta qualificação.
A reprovação foi sucumbindo aos poucos, no
sentido de restringir, burlescamente, a provável evasão escolar. Desse modo, a
qualificação foi perdendo o lustramento, porquanto os números interessavam aos
anseios dos réprobos governantes. Assim sendo, o desiderato capadócio estava
sob o direcionamento cumplicial dos jovens de dezesseis anos, precisamente no
período em que eram convocados a votar, com a finalidade de sufragar a maioria
dos candidatos facínoras que faziam parte integrante da conspurcada
reeleição!...
O ensino, imediatista e abasilar, não
promoverá a devida capacitação para o concurso público, uma vez que reúne os
conhecimentos necessários para uma aventada probabilidade aprobatória.
O mercado de trabalho vai ficando, cada
vez mais, longínquo, proporcionando obnubilações nas ideias de quem o demanda –
na contingência de suprir as ensanchas das propaladas defasagens, ora
evidenciadas, ululantemente, em todos os âmbitos atinentes aos empregos
atrelados às díspares pecúnias.
Esses educadores, de
engabelação comprovada, costumam variegar as suas imagens especiosas,
dando-lhes o falacioso fulgor de sepulcros caiados – numa ofuscação de tristura
percuciente!...
Os educadores desatentos
costumam não cuidar de suas indumentárias, ministrando aulas em campo aberto,
mesmo estando em sala de aula, porque não usam trajes condizentes ao magnânimo
exercício do magistério.
Calças grossas, com esfolamento à faca; e
japonesas que indicam nódoas de breu, e que, deveras, estejam completamente
estregues a tiras amarradas por distintos arames torcidos. O aspecto que a
persona aparata não é de preceptor, mas de pseudo-exibicionistas, estando
prontos para agir abruptamente.
Esses meticulosos pedagogos não sabiam que
a deseducação reptadora seria o símbolo basilar do que se cognomina
edudeseducação, a mesma que eles preparariam a cada dia, num sistema
estereotipado – como se a semântica norteasse várias abrangências vernaculares.
De fato, os que são mequetrefes do ensino,
eles procuram sempre embair as gerações de adolescentes inconsequentes – quase
sempre drogados! Dizem que a cocaína, heroína, morfina, LSD, e tantas outras
substâncias químicas são pesadíssimas para o organismo, causando-lhe reações
portadoras de efeitos deletérios, sendo corroborados em quase todos os manuais
instrucionais da saúde populacional. E, os que eles afirmam ser erros, após a
preleção em sala de aula, acabam sendo praticados com a mesma ardência, somatorizando,
também, outras aderências que locupletam os comportamentos patológicos,
notadamente aqueles que estão atrelados à pletora lascivial.
Realmente, a maioria dos educadores
insolentes, numa procacidade a toda prova, preconiza a importância dos livros
para os alunos que repulsam a leitura. Desse modo, fazem um serviço ineficaz
quanto à clientela, sobremodo a que serviu de parâmetro no decorrer de suas
simulativas explanações inanes!...
Os mestres das falcatruosas indicações
livrescas, decerto, são incapazes de praticar boas ações atinentes ao ato de
comprar livros, independentemente de suas especializações, para que adquiram um
pouco de cultura geral, não prestando a si mesmos um grande bem, que se resume
em saber no cotidiano um pouco de tudo – de tudo o que se torna necessário para
novas aprendizagens!
Apontam para as bibliotecas como sendo
locais adequados para o convívio dos livros! Declaram que esses ambientes são
propícios à meditação do que está sendo consultado em termos de concepções
cognitivas; entretanto, ressumbram cabais esburnimento quanto ao demonstrativo
dos desadentramentos consignados com o passar vertiginoso dos dias. Esses
mestres, desinformantes de quaisquer saberes, nunca são encontrados no interior
desses preciosos recintos de leitura. Encontrá-los-emos, geralmente, em
ambientes promíscuos, nos quais a salacidade vocifera em frêmitos de natureza,
exclusivamente, epidérmica.
Wilson Cerveira
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