terça-feira, 11 de março de 2014

EDUCADORES DESATENTOS

Em detrimento dos discentes, os professores – destes dias hodiernos não humanizam as desnorteantes atividades docentes, já que a pragmática adotada não ostenta vínculos atrelados ao concorridíssimo mercado de trabalho – em via de cabal saturação --, abrangendo  a grande maioria dos proliferantes ramos do saber.
     Oprobriosamente, os lentes remanescem absconditados nos escaninhos dedálicos dos mais díspares aparatos curriculares, tendo por raízes basilares as antinômicas e heteróclitas leis de diretrizes e bases pertinentes ao questionado sistema educacional brasileiro.
     Hodiernamente, a edudeseducação promove uma série continuada de facilitismos, facultando o transitar sem óbices – de uma série a outra, visto que a quantificação sobrepuja os méritos inigualáveis da obsoleta qualificação.
     A reprovação foi sucumbindo aos poucos, no sentido de restringir, burlescamente, a provável evasão escolar. Desse modo, a qualificação foi perdendo o lustramento, porquanto os números interessavam aos anseios dos réprobos governantes. Assim sendo, o desiderato capadócio estava sob o direcionamento cumplicial dos jovens de dezesseis anos, precisamente no período em que eram convocados a votar, com a finalidade de sufragar a maioria dos candidatos facínoras que faziam parte integrante da conspurcada reeleição!...
     O ensino, imediatista e abasilar, não promoverá a devida capacitação para o concurso público, uma vez que reúne os conhecimentos necessários para uma aventada probabilidade aprobatória.
     O mercado de trabalho vai ficando, cada vez mais, longínquo, proporcionando obnubilações nas ideias de quem o demanda – na contingência de suprir as ensanchas das propaladas defasagens, ora evidenciadas, ululantemente, em todos os âmbitos atinentes aos empregos atrelados às díspares pecúnias.
Esses educadores, de engabelação comprovada, costumam variegar as suas imagens especiosas, dando-lhes o falacioso fulgor de sepulcros caiados – numa ofuscação de tristura percuciente!...
Os educadores desatentos costumam não cuidar de suas indumentárias, ministrando aulas em campo aberto, mesmo estando em sala de aula, porque não usam trajes condizentes ao magnânimo exercício do magistério.
     Calças grossas, com esfolamento à faca; e japonesas que indicam nódoas de breu, e que, deveras, estejam completamente estregues a tiras amarradas por distintos arames torcidos. O aspecto que a persona aparata não é de preceptor, mas de pseudo-exibicionistas, estando prontos para agir abruptamente.
     Esses meticulosos pedagogos não sabiam que a deseducação reptadora seria o símbolo basilar do que se cognomina edudeseducação, a mesma que eles preparariam a cada dia, num sistema estereotipado – como se a semântica norteasse várias abrangências vernaculares.
     De fato, os que são mequetrefes do ensino, eles procuram sempre embair as gerações de adolescentes inconsequentes – quase sempre drogados! Dizem que a cocaína, heroína, morfina, LSD, e tantas outras substâncias químicas são pesadíssimas para o organismo, causando-lhe reações portadoras de efeitos deletérios, sendo corroborados em quase todos os manuais instrucionais da saúde populacional. E, os que eles afirmam ser erros, após a preleção em sala de aula, acabam sendo praticados com a mesma ardência, somatorizando, também, outras aderências que locupletam os comportamentos patológicos, notadamente aqueles que estão atrelados à pletora lascivial.
     Realmente, a maioria dos educadores insolentes, numa procacidade a toda prova, preconiza a importância dos livros para os alunos que repulsam a leitura. Desse modo, fazem um serviço ineficaz quanto à clientela, sobremodo a que serviu de parâmetro no decorrer de suas simulativas explanações inanes!...
     Os mestres das falcatruosas indicações livrescas, decerto, são incapazes de praticar boas ações atinentes ao ato de comprar livros, independentemente de suas especializações, para que adquiram um pouco de cultura geral, não prestando a si mesmos um grande bem, que se resume em saber no cotidiano um pouco de tudo – de tudo o que se torna necessário para novas aprendizagens!

     Apontam para as bibliotecas como sendo locais adequados para o convívio dos livros! Declaram que esses ambientes são propícios à meditação do que está sendo consultado em termos de concepções cognitivas; entretanto, ressumbram cabais esburnimento quanto ao demonstrativo dos desadentramentos consignados com o passar vertiginoso dos dias. Esses mestres, desinformantes de quaisquer saberes, nunca são encontrados no interior desses preciosos recintos de leitura. Encontrá-los-emos, geralmente, em ambientes promíscuos, nos quais a salacidade vocifera em frêmitos de natureza, exclusivamente, epidérmica.

                               Wilson Cerveira 

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