De fato, esses ministradores
do abrangente saber, sem perplexidade, eram polímatas no que concernia ao
somatorial das características basilares vocacionais. Eles ostentavam um
aspecto senhoril, e expandiam comportamentos compatíveis ao estado atinente ao
senhorio.
Os mestres de outrora zelavam
pela indumentária, pois vestiam-se com apuro. Os homens, geralmente, davam aula
de terno; enquanto as mulheres, em sua maioria, mantinham-se de vestido longo,
ou, então, de blusas compostas, portando mangas compridas. Realmente, os seus
trajes chamavam a devida atenção para com as suas devidas apresentações.
Deveras, aparatavam atitudes
e conhecimentos, promanados daqueles que não precisam de apontamentos para
sobreviver em meio às algazarras e dispersas atitudes do hodierno em turbilhão
acossatório diuturno.
Buscavam seus conhecimentos
nas diversas fontes expositivas, tais como: revistas, jornais, enciclopédias,
livros científicos e literários – dos mais simples aos de complexidade maior,
abrangendo os dispares ramos da erudição humana, – em seus tempos, modos e
pessoas!...
Decerto, essas lentes do sapientismo
– no decorrer fluente de suas eximias explanações, não dispunham da necessidade
premente do discorrer da leitura, sobremaneira a que se tornara,
concernentemente, os átimos da capacitação dos saberes concernentes aos
dispares ramos referentes aos diversificados estudos do comportamento.
Mestres que ressumavam cenhos
sobrecarregados, e traziam como aparato o trinômio: bata e mangas compridas,
alguns lápis de giz e um apagador, somente. Então, o que o pontificava e o
fazia rutilar era o portentoso saber versatilizado, que houvera arquivado no
decurso inexorável dos pétreos anos de experimentação, vivência e sofrência.
O caráter de
respeitabilidade dos mestres de outrora, sem condição hesitatória, transpunha
os limites da vetusta sala de aula, partindo em direitura a quaisquer locais
onde estivessem presentes, sempre na qualidade de implementar os cognitivos
relacionados à prédica.
Esses prodígios do saber de
Antanho, fulgurariam pelo acúmulo somatorizante de basicidades e de
conhecimentos gerais, não se especializando em teorias isoladas, dificilmente
compiladas em especificidades compendiais de leitura.
Os lentes do pristino,
portadores de formação familiar sólida e edificante, procuravam cumprir suas
obrigações pontualmente, chegando antes dos toques da sineta que marcavam o
adentramento do corpo discente às suas respectivas salas de aula. Nesse caso,
esses pinaculares da instrução davam aos seus discípulos paradigmas de como
viver condignamente em grupos heterogêneos – cujas educações são antagônicas em
vários parâmetros de maiores contundências.
Indiscutivelmente, eram
mestres de percuciente saber, buscando as etimologias e as semânticas dos
diferentes vernáculos, independentemente de suas variantes hibridicidades.
Escafedendo-se do normal, não há quem precise o tipo de reverberação elocutiva
desses tempos de natureza reminiscente em todas as suas readmissibilidades
plausíveis.
Essas potestades do vasto
conhecimento davam-nos a impressão miraculosa de que haviam aprendido para sempre
as lições do prisco, e, com o transcorrer do tempo inclemente, consolidaram
regras e normativas atinentes às diferentes disciplinas, estando aptos para
ministrá-las, quando houvesse ausência dos professores das matérias que não
estavam enquadradas no rol curricular de sua formação acadêmica.
Épocas essas inesquecíveis,
em que a presença do factótum agia em todos os âmbitos vetoriais inerentes às
diferentes atividades humanísticas – das menos intrincadas ao mais fastigioso
grau de inextricabilidade.
Esses preceptores da
cognoscibilidade não se acercavam de aparelhos cominadores e espectrais, mas
demonstravam uma poligrafia de causar inveja a quem a estudasse acuradamente,
na ausência de algumas sinopses retiradas de livros conteudistas do prístino,
em que as resenhas vinham em anexo nas postremeiras páginas.
Davam aulas de experimentos
laboratoriais como se estivessem diante dos inúmeros artefatos produzidos por
uma tecnologia embrionariamente devindoura em todos os referenciais de
plausibilidade convincente.
Os mestres de outrora não
se prestavam aos intentos das falcatruas instrucionais. Direcionavam os seus
alunos para veredas de dirimição, as quais os aduziam a galgar os lugares de
maior primazia na ascensão dos cargos dignitários.
A confiabilidade e a
respeitabilidade eram seus pilares de maior referência, já que as marcas das
instruções educativas medram a cada dia – em confrontação com novos saberes,
sobremodo no âmbito vastíssimo da cognosia de caráter extremamente científico.
Seus instrumentos de musicalidade
aplicativa restringiam-se à férula, também conhecida por palmatória, régua,
salas de castigo, -- sem cadeiras – onde os alunos ficavam em pé, durante longo
tempo, com os seus rostos voltados para a parede, portando um livro no espaço
recôncavo de ambas as mãos, tentando memorizar prolixos trechos – em prosa ou
em linguagem poética --, assim como escrevendo e reescrevendo cópias que
aludiam à correção dos erros, apresentados durante as aulas expositivas,
ministradas por cada mestre – em sua individualidade magisterial!...
Wilson Cerveira
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