quarta-feira, 19 de março de 2014

EDUCADORES DISSIMULADOS

  -- Noberto, ao obedecer ao ritmar dos seus cerimoniamentos, traz Miércia para junto dos captadores acústicos, e, ainda estremunhado, confidencia-lhe, em surdina, a frase que ela não gostaria de escutar, se bem que relatasse as abstrusões das degenerativas convivências, registradas no decurso do tempo inexorável e, também, em todas as dimensões da plausibilidade humana.
   -- O senhor – de cabelos encanecidos-- exara em voz estentória: “Você, decerto, não é mais a mesma pessoa?!...” Apesar da demudação ser do tipo avassalador, Miércia persevera em expungir os remanescentes traços daquela pessoa educada, sem afetações, que veio trazer o célebre e efêmero invite conubial.
   Nesta data de capitólico argentum, olvidada pela maioria dos que lá estiveram presentes, especificamente no interregno correspondente a dois decênios e um lustro, buscando reatar as duas meadas – como se um dos lados não estivesse a carecer de maiores cuidados quanto aos dispares níveis de cominuição das estruturas musculo-esqueléticas que já aparatavam alguns combalimentos quanto à condição humana de precateamento, malgrado a presença dos princípios norteadores de alguma educação, revistos em períodos de contundência nequicial. E, dessa forma bisonha, verifica-se, de modo clarividente, a regência dos métodos atrelados ao inusitado sistema edudeseducacional!...
   De fato, esses falaciosos mestres, do hodiernismo, eles se apresentam com um arquétipo de entonação determinante, como se fossem ressumar alguns rastilhos absconditados em alfarrábio, e que serviriam de meta para preceptar alguma atividade magisterial, preservando-a anonimamente. Realmente, deblateram, diuturnamente, pois são estentórios quanto ao ato de exarar, decerto, inveracidades metodológicas. E, dessa forma escusa, vão se distanciando do foco de proferimento do cognitivo, quase sempre no vocacional probatório do suplício de inopinadas arguições.
     Com toques feéricos sobrevindos a partir dos dispositivos móveis de exacerbado preciosismo, esses educadores sacripantas transcrevem para o plano de épura as suas frívolas imagens – impregnadas de especioso polimento, conquanto sejam lidimamente sepulcros caiados quanto ao grau de simulacrismo pertinente às suas proliferantes putrefações veladas.
     Os educadores estrugentes buscam gírias, modelismos, sacaneamentos, pornofonomanias, ondismos e tantos outros aparatos psicodélicos, visando atender as suas premências de morbicidade, estando presentes nos intrínsecos labirínticos da imane crúcia hodierna!...
     Esses falcatrueiros da cognoscibilidade trazem mensagens delusórias de hiperbólica delação, requerendo, de maneira concomitante, participações capciosas entre docentes e discentes, sem que remanesçam laivos de uma questionável veridicidade em ambas as trilhas hesitantes do falacioso eruditismo, onde ainda são vislumbradas as percucientes ambiguidades.
     De súbito, dimanam suspiros de quem persevera em perpetrar embustes, tendo por raiz basilar a capacidade de dissimular as próprias patranhas, as mesmas que são arquitetadas nos recintos escolares.
     São, de fato, esses educadores mequetrefes, sobretudo os que fizeram incursão ao sistema educacional combalido – na ressumbratória de um corporativismo nato.
     Realmente, os cominadores das letras colegiais, sem perplexidade, embuçalam-se nas estremaduras das vesânicas diretrizes departamentais, velando pelo anonimato das equipes de professores das diversas disciplinas ministradas nos cursos de nivelamento superior, mestrado, doutorado e pós-doutoramentos de várias gradações!...
     Deveras, esses ministradores teóricos costumam regressar das deambulações perpetradas nas íngremes sendas, obscuros passos cabalísticos pertinentes aos cognitivos que permeiam as percalcitudes dos que desideram inusitadas fórmulas persuasivas, capazes de reverter o macambúzio estado aflorantes, advindos das diversificadas aprendizagens, sobremodo as que estejam inseridas nos ramos atinentes às técnico-ciências.


                                       Wilson Cerveira

Um comentário:

  1. Anônimo19/3/14

    Realmente é interessante como na educação brasileira proliferam tais profissionais, que usando de artimanhas e falcatruas, maculam um ofício tão nobre quanto o magistério.

    Carlos H. G. Medeiros

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