quarta-feira, 23 de julho de 2014

IMAGENS IRRECONHECÍVEIS

       Ladislau esperava não assistir ao dessentimento humano! Mas, para estarrecimento súbito, deparou-se com a vereda árdua e tortuosa da deseducação – tornando o individuo cada vez mais insensível – aduzindo-o a uma suscetibilidade anódica generalizante!...
     Realmente, essas imagens irreconhecíveis, acuradamente, são de um enigmatismo mutacional. Ninguém consegue detectar-lhe a furtividade quanto ao aspecto de aparência colapsal, mesmo sendo o protagonista de uma ação que induz ao mais rebuscado e percuciente recurso tecnológico, capaz de pormenorizar as características sobrecarregadas de traços justapostos, os quais aparatam proliferantes empeceres quanto ao implexo grau de desagregação identificatória.
      Quando vislumbrarmos essas imagens – quase em total sucumbência – dar-nos-ão uma especiosa impressão de normoanormalidades variabilizantes, em se tratando dos mais variegados aspectos perlustrados. Realmente, são clarividentes todos os fenótipos, conquanto sendo irreconhecíveis, – após tratamento cirúrgico –, ressumbram uma capacidade falaciosa transitória. Suas alterações podem ser perpetradas através de mutações provocadas ou, então, de mutilações premeditadas, a fim de que as imagens demandadas – em âmbitos de maior amplitude – tornem-se quase sempre inidentificáveis com relação aos laivos especificadores de suas peculiaridades marcantes!
     As credenciais oferecidas não são suficientes, para que sejam desveladas as probidades existentes em seus perfis personativos. Após um interregno efêmero, buscam-se as probabilidades de adentramento aos âmagos das imagens anteriores inumadas; e, para arrefecimento aterrador, não mais as localizaremos portando as mais estúrdias e verossimilhantes características comportamentais prístinas. Tentariam justificar seus desencontros desairosos, se palinodiassem, vertiginosamente, todos os gestos e palavras estatizantes – espectros quase submersos – na poeirificaçao cabal, que é oriunda de uma etologia de percuciente índice de frialdade!
     Essas criaturas energúmenas, somatorialmente, mesmo que olvidassem os prenomes e nomes dessas demais pessoas com as quais confabulariam, através de uma longa metragem temporal, ainda se sentiriam missionadas em concernência aos diversos atributos que lhes foram repassados no decurso inclemente das informações sindicatórias; e, para espasmo mortífero, remanesceriam à mercê das listas criptográficas, sujeitas à cominação rompante!...
     As efígies, aqui coligidas, parecem ser imperscrutáveis no que concerne aos colimadores dispersos entre os espaços semicirculares das linhas poligonais de intercruzamentos meândricos, e que, por rara coincidência, integralizariam os escorços peremptorizantes!
     Ao incrementar a sua própria imagem de santimônio, Dominique – quem diria --, viesse a ostentar hábitos dissimulatórios cabalísticos e deletérios, aparatando desestremaduras com referência aos procazes ícones de antagonismo diametral e cabalmente logogríficos! Costumara recepcionar as pessoas do seu convívio, à socapa, com panegíricos tartufos; e ao perlustrá-las, minuciosamente, antes do postremeiro átimo da despedida, demudava-se, de modo abrupto, deprecando-lhes, num interregno de silêncio macabro, os mais fatídicos anátemas!...
     Há, neste telúrico, quem bendiga e maldiga o “ser”, concomitantemente; protraindo a ação malévola e imprecatória para outras pessoas, ainda que não tenham sido coniventes com a caluniosa situação formulada – de natureza totalmente, sobretudo em se tratando do seu cerne hermenêutico.
     Os autocaluniadores são sempre sujeitos persecutórios com relação aos demais elementos que os cercam. Ressumam ícones esquipáticos, ombreando-se àqueles que se cognominam de autopsicopatas. Deveras, simbolizam estigmas gravíssimos quanto aos seus sindrômicos paroxísticos neuronais!...
     Não admitindo meios confutatórios e de expunção, esses dependentes químicos, decerto, partem para as overdoses demovedoras cujas etiologias psicóticas aduzem-nos a comutações de drogas mais pesadas, constituindo um masmorral implexo de um mórbido nefelibatismo – amplamente narcotizante e suicida, tendo por veículos dissimuladores os vários arquétipos de experimentação quanto à resistência orgânica baseada nas diferentes dosagens assimiladas ou rejeitadas ao longo do período de utilização, -- sem ou com abstinência temporal!...

     Quantas degenerescências são constituídas no ramerrão existencial, uma vez que o mundo do tráfico configura-se em espaço escancarado, demandando dimensões imanes e de larga capacidade detonatórias, nas quais os cartéis se corrompem, de modo organizacional, formando as mais potentes estruturas de regência mafiosa, abrangendo todo o dimensional disponível no orbe! A partir daí, sem hesitações, as imagens lôbregas, lúgubres e lúbricas se digladiam como se fossem cominuir com as suas respectivas ressonâncias espectrais!...

                                      Wilson Cerveira

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