segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ESTIGMATIZADORAS IMAGENS PSICOSSOMÁTICAS

     As variabilidades do etológico orgânico estão a propender a partir do nível gradacional das respostas relacionadas aos produtos químicos – no decurso temporal dos seus respectivos estados assimilatórios, podendo ser lentas, graduais, proporcionais ou equivalentes a algumas velocidades de reação; ou, até mesmo, ultrapassando as estremaduras acelerativas dos reagentes que as integralizam cabalmente. Nesse caso, essas diversas substâncias químicas, tendo por basilamento os parâmetros – qualitativo e quantitativo --, abrangendo suas específicas concentrações reacionárias quanto aos limites máximos e mínimos que estejam apropriados aos mais contundentes e paradoxais comportamentos orgânicos!...
     De fato, as estigmatizadoras imagens da psicossomática dependência promanam dos organismos que sindromiam determinada carência, conquanto a ciência hodierna – por maior auxílio que tenha auferido no âmbito dos avanços tecnológicos, ainda enigmatize as disturbiantes causas relacionadas a essas indefinidas carências; ora de etiologia basilar física, ora de natureza psíquica, ou, então, coalescendo para os abstrusos meandros do psicossomatismo cabalístico!...
     Porventura, a depender da probabilística, esses seres tenham seus lídimos etológicos a partir da vida intrauterina, de onde passam a submeter-se direta e indiretamente do organismo materno, malgrado o sangue fetal independa do sangue materno.
     Há criaturas propendentes ao consumo exacerbado de drogas lícitas, ilícitas ou por meio de prescrições médicas acompanhadas de guias, as quais são repassadas pelos clientes aos profissionais farmacêuticos – técnicos responsáveis --, no que concerne ao arquivamento desses formulários nos respectivos armários dos estabelecimentos de saúde, estando esses móveis guarnecidos por cadeados, chaves e demais meios protecionais. E, então, é uma forma de controle dos produtos químicos sujeitos à retenção, já que, em detrimento aos efeitos deletérios causados no humano, determinam ainda uma percuciente dependência psicossomática, recrudescendo com as dosagens a serem administradas no decorrer de um tempo aparentemente vertiginoso.
     Os dependentes digladiam-se, diuturnamente, e atravessam várias fases – desde a mais eufórica, em que pese aos diferentes tipos de palindromia, até o fastígio estrugidor dos sindrômicos atinentes ao etológico delírio-alucinatório.
     As fantasmagorias imagéticas proliferam-se infrenemente, sem que existam sofreamentos necessários aos emergentes provimentos, abrangendo as causas, os efeitos deletérios e tantas outras consequências inopinadas.
     De fato, as amarras estigmatizantes, sendo dimanadas – quase todas – da dependência psicossomática, independente da faixa etária, não estão submissas aos comportamentos compulsivos, com vistas às dispares gradações (evoluções involuções, progressividades, regressividades) –, mormente as que estão no limiar do sistema assimilatório orgânico.
     Há grupos de viciados que, inexplicavelmente, reagem de modo heteróclito. Eles não conseguem parar com o uso da droga, e, geralmente, são excruciados pelos paroxismos palindrômicos da severa abstinência, porquanto não são cognoscíveis os motivos que os aduziram a proceder de conformidade com os códigos científicos, e, também, com referência a leis que preferem preservar cincadas reiterativas, as quais se perpetuam através de convivências ominosas, impossibilitando quaisquer reações que visem à devida reabilitação daqueles que travam um árduo duelo bélico entre o seu organismo e a droga – talvez essa seja a mais lancinante – e com maior número de efeitos colaterais deletérios. Assim sendo, com o prosseguimento contumaz e recrudescente, chegar-se-á ao período irremediável e peremptório do fatalismo de muitas vidas que se degeneresceram ao máximo, provocando hecatômbicos distúrbios nos interstícios de uma sociedade convalescida!...
     Destarte, se as reações resilienciais oscilassem gradativamente, poderiam deludir os prováveis efeitos abstraídos de vários narcóticos, mormente os de ação prolongada, ressumando alta concentração basilar. Alguns organismos – sobremaneira os mais resistentes – suportariam os riscos – benefícios proporcionados por todos esses medicamentos, provocadores de reações imprevisíveis!...
     Se bem que o cordão umbilical seja o nosso protótipo ergástulo, representa o meio de imprescindibilidade do feto à sobrevivência no útero materno; pois, com o seu beneplácito, teremos sempre a estrutura anatômica adequada, tendo por objetivo a aplicabilidade adutória dos nutrientes absorvidos pela mãe; e, posteriormente, trasladados para o organismo fetal.
     Infelizmente, não nos libertamos ao nascer, após a laceração do cordão umbilical; pelo contrario, contraímos uma dependência maior no exatorial átimo em que edificamos uma masmorréica pirâmide mamilar – principal fonte sugatória, capaz de mitigar os mais variegados desideratos, alcançando o somatorial e a psique! Ambos são elementos binomiais atrelados às percuciências saciatoriais do “ser”, à medida que sinergismos multidirecionais emanarem de raízes interativas, mantendo o contato com a trilogia absoluta: nascer, viver e morrer!..., que é o produto representativo da fundamental essência existencialista, onde o aspecto da sucumbência, irrestritamente, expunge para sempre os grilhões das estigmatizadoras imagens da psicossomática dependência!...

                                         Wilson Cerveira


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