terça-feira, 1 de setembro de 2015

A DESEDUCAÇÃO REIVINDICA O BADALO DO ARAUTO

     Quantas vezes o badalo se fazia necessário, mesmo em casos extremistas, em que se expungia, temporariamente, a condição basilar manutentória dos princípios adquiridos no encetar da vida instrucional! O ato de badalar poderia surdir através de várias simbologias sinérgicas. Destarte, acionava-se o criptograma indicado, variando de conformidade com o número estipulado de vezes. Após, sem ínterins prolatórios, inoculava-se a mensagem, com ou sem atavios. De fato, esses exornamentos ficavam a critério de quem os utilizava, servindo, às vezes, para instigar o interlocutor, sobremodo quando lhe surgia uma hesitação abrupta, sem a lobrigação porvindoura de um possível interregno confabulatório!
     Lidar o delíquio redundante relacionado ao deseducacional das pessoas, quase em todas as profissões existentes, impetrando um interesse descomunal, de maneira grassante, que ficava situado nos meandros das numerosas apropinquações do zênite friotório.
     O badalo do arauto ressuda a deplorável ausência de comunicação em dias hodiernos!... Até você, caro leitor, encontraria óbices de manter um tipo heteróclito de indeterminada mídia, cuja cognominação ficaria por conta da aberrante comundescomunicação.”
      Incluindo o protervo ser, brutamontes criatura, encontraria estorvos sensoriais, aos quais se submetessem, sem exceção, a uma natureza formada por uma percuciente interação patológica entre o especialista e o paciente, cuja diferença consistia apenas na utilização do diploma, que o eximia de ficar ao lado do psicopata, fazendo-o companhia no próprio pátio do manicômio!
   
    O badalo regressa para ressumar o seguinte: “De onde falas, que quase não percebo o eco melancólico de tua voz! ... Creio que a tua boca ainda tenha lábios, para que possas me dizer, em cabal silêncio da confissão abscôndita, o que ainda, oniricamente, pretendes me exarar em surdina, mesmo que eu tenha de me prosternar junto ao telúrico, numa apropinquação abrupta de todas as minhas sensórias coligidas! ... Gentilmente, casos seja possível desidero auscultar o retumbar da tua voz, quase em plena expunção!...

     Hodiernamente, o arauto surde assim: “Caso você ainda me considere seu amigo, gostaria de proceder, de modo antinômico, perguntando, de maneira donairosa, como você está perante a descomunal turbulência do orbe?” Nesse caso, a resposta poderia não vir sob a forma gráfica, mas em plena oralidade do texto, desconsiderando o sinal de interrogação. Para suplementar a frase, incitando-a ao redarguimento, podemos lavrar mais o seguinte: “Obedecendo aos princípios da polidez e da etiqueta, desideraria o seu louçã argumento.”
     Decerto, tu ouves de modo diferente, conquanto tenhas pouca maneira para ressudar a sentença: “De modo desabrido, implodiste os e-mails que te enviei! Falta-te educação, e, também, concordo a ausência de personalidade, para requereres o mesmo arauto, servindo-te para uma autorreflexão proveitosa. Mandei-te duas mensagens em duplicata, e tu não tiveste a devida cautela para perquirir sobre o meu estado de saúde.
     Em presença de uma cabal deseducação, o deblaterar da mensagem sucumbe os laivos atinentes a uma probabilística ressonância. Em meio à soturnidade do arauto, quase em extinção, soçobrará os vestígios de uma lôbrega efígie esfíngica. Desse modo, lúgubres fisionomias se posicionam perante inúmeras obliterações comutativas.

      A deseducação é o itinerário que vai em direitura a todos os caminhos e descaminhos da vida em sociedade. Não temos meios de contê-la, já que é aprendida nos pródromos existenciais. Caso não tenhamos conseguido, já mais a teremos em tempo algum, independente do estado volitivo em tempos porvindouros!...

                             Wilson Cerveira

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