quarta-feira, 23 de setembro de 2015

DESCOMUNCOMUNICAÇÃO CABALÍSTICA

     Em dias hodiernos, está em voga, de modo generalizado, o não redarguimento do que se perquire ao interlocutor. Quem não recebe o arauto, dependendo do grau de edudeseducação (não abre; ou, quando ressumbra, faz apenas a leitura, somente do título, ou, então abrange através de uma leitura dinâmica o conteúdo, não o interpretando posteriormente). A incúria, juntamente com a aprosexia e abulia, esse trinômio, sem hesitação, proporcionará o desacionamento do tato, que é responsável pela grafia, assim como a plena eximição da oralidade. Destarte, surde o binômio: descomundescomunicação mais agrafismo, que é um tipo de etologia heteróclita, vivenciada, experimentada e sofrida por aqueles que fazem uso dos variegados modelos de mídia, nestes umbrosos dias do ingentil.
     Os aparatos cibernéticos ostentam diversos modos de pronunciamento, tais como: a implantação de um ciborgue, que substitui comutativamente o sujeito, dilucidando o seguinte: “recebi sua mensagem, obrigado pelo envio, ok, fico grato, terminei de ler seu arauto etc”.
     É a mania da superocupação, que é uma derivada psicopática de altíssima obsessão. O indivíduo sente-se sempre ocupado em quaisquer momentos, não importando a superlotação psicossomática da criatura. Talvez seja uma forma de absconditar os desideratos do ego, não partilhando com outros as necessidades de ocorrência ao parceiro. Insula-se em si mesmo, ressumbrando um elucubratismo ególatra.
     Há outras cavilações concernentes às tergiversações verificadas nas diferentes maneiras de procedimento. O sujeito, nestes dias de protervas farsas, não se deixa desembuçalar em atitudes de posicionamento. Nesse caso, prefere reconditar-se no arcabouço de vários aparatos. E, no final das contas, sem turbilhonamento, surde, de repente, a descomundescomunicação cabalística.
     O sujeito se submete a um estado de degeneração incognoscível, passando por numerosas demudações. Em determinados casos, pensa-se em interná-lo, pois todas as circunstâncias do seu organismo, – abrangendo todos os eixos plausíveis e implausíveis--, ostentam os devidos colimadores.
     Não se sabe ao certo, mesmo estando na era cibernética, qual seria o sujeito, dentre muitos, o que, de fato, se verossimilhasse ao ciborgue (tanto assim, sem hesitações posteriores, que o elemento da ação verbal prefere ressumar o fastígio da sua horrenda deseducação prodrômica). Caso você remeta para ele algo de importância coletiva, jamais conseguirá auferir as prerrogativas concernentes ao seu comportamento repleto de esdruxulias aberrantes e outras digressões espurcatórias!
     No final das contas, não se discernem as fontes e os causadores dos distúrbios heteróclitos. Os subterfúgios se proliferam em vários âmbitos, neutralizando as mínimas dissensões reinantes. O elemento premedita, de modo iníquo, reservar-se ante as inversões sensoriais ocorridas e presenciadas através das nequícias perpetradas diuturnamente.
     Pergunta-se, com certa procacidade, o seguinte: “você, quem diria, preferiu ad-rogar o binômio: comundescomunicação mais agrafismo?”. Essa inquirição é prolativa em seus vários quadrantes. Não se evaga a dimensão do transtorno que o obumbrou ao longo da tarde vazia, e o demudou cabalmente, obliterando seus sentimentos penumbrosos, remanescendo apenas as cominuições da extensibilidade soturna! ...
     Lúgubres são todos aqueles que retroagem ante as reptações de natureza estúrdia. Independem de diplomas e outros aparatos edudeseducacionais. São procazes inaprendizes de nascença, pois trouxeram consigo o estigma da irreverência e da salacidade!
       Lôbregas são todas as imagens que se personificam com o propósito tacanho de cercear os pensamentos, frases, sentenças, parágrafos e textos, restringindo-os em siglas obscuras, monogramas, digramas, trigramas, tetragramas, pentagramas. Esses vocábulos com cinco letras, os quais ultrapassam os modernicismos dos dias de decadência hodierna, desfulguram quaisquer perspectivas rutilantes! ... Não podemos expungir completamente os criptogramas, as linguagens ininteligíveis, expressas em símbolos secretos, muito dificilmente traduzidas.

     Geralmente, a tendência que aduz ao cabal da deseducação reinante, tem por abrangência os focos que induzem a pertinácia de um agrafismo forjado, que é uma das redundantes da expurgação de todos os minuciosos e implexos distúrbios mentais não mensuráveis com relação ao grau de plausibilidade ocorrente no orbe! ...

                                    Wilson Cerveira

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