quinta-feira, 17 de setembro de 2015

MISTIFÓRIO SENSORIAL

     Os órgãos sensoriais dessinergizam-se desde o preencetamento; e, dessa forma, mitocondriam-se quanto ao modo da utilização de seus remanescentes quanta de energia. Estamos diante de um resfolegamento estertoroso; e, a partir desse ponto crudelíssimo, eclodem todos os helmintos, bactérias e fungos; produzindo, na ação deletéria dos seus parasitismos, a música assônica de um silêncio aniquilador imperceptível, situado nas apropinquações de uma área constituída por cominuições de esqueletos decompostos nas terras desertoras dos campos santos.
     Nos tempos de Antanho, apenas um dos ouvidos cumpria a missão de ouvir os velhos discos de vinil, com alguns arranhões vislumbrados nos centros angulares de umas obsoletas vitrolas adquiridas nos pródromos da segunda década do século XX.
     O ato de saciar-se não sofria nenhum tipo de cerceamento, desde que fossem cumpridos todos os desígnios traçados pelas veredas salutares das sinas premonitórias. Somente uma sensória seria capaz de atender a ausência das demais estruturas de comprovada estesia.
     Com a involução volitiva dos encalistrados tempos de sanha, lobrigam-se laivos sensitivos ainda não utilizados pelos sistemas ressonantes. Divulgam-se os extremos e os meios fechados em si, redundando em expressões equacionais, de total significância, cuja resultante corresponde ao zeramento das situações polêmicas mais acirradas.
     Hodiernamente, as imagens sobrepujam os pontos circunferenciais que delimitam a extensibilidade acústica. O som, mesmo isolado, não perde o hábito do reiteramento; enquanto a imagem, em seu máximo fulgor, vai se expungindo com o decorrer do tempo de sua visualização. Nem sempre impera a ordem do desfile. Às vezes, sem muitos tartamudeios, a efígie posta-se em meio ao nada, ficando aos poucos obliterada, mesmo estando no cerne atinente de uma cibernética reptativa quanto ao nível de recorrência existencial!
     O tato, também, busca recursos correlatos aos acompanhamentos sensoriais dos instrumentos a serem utilizados durante a orquestração da peça musical; dependendo, sobremaneira, da escolha adequada da partitura. Igualmente, vale ressaltar a tessitura (vocalização consoante ao timbre, melodia e pausas intervenientes...).
     O órgão do tato, de conformidade com o objeto musical, requer determinado grau de especialização. Sente-se a forma diferente e característica, no exatorial átimo, em que se apalpa cada artículo móvel encaixante, que faz parte da composição estrutural de cada instrumento. E, desse modo, formaliza-se o saxofone, ou flauta, ou clarinete, ou trompete, ou trombone..., tendo a assessoria do violoncelo, do violino, do piano, do harmônio, do órgão e demais aparelhos sonoros que compõem uma orquestra.
     O maestro, coluna vertebral de uma filarmônica, é o fulcro basilar e, concomitantemente, o fastígio mantenedor de toda uma sincronização sonora despertadora para um sequencial aparato!...
     Não há suspensório capaz de deter a recorrência de proliferantes meios sensórios. Para os dias de fragor intenso, reúnem-se as mais avançadas tecnologias. Os matizes ressumbram todas as luzes prismáticas e suas derivações, com adendos referentes aos diferenciais de potencialização calorifica. O ambiente torna-se tépido perante àqueles que o utilizam como instigador de novos sinergismos perfunctoriais de superfície e de profundidade.
     Ninguém atende aos restritos meios auditivos e visuais, mas também assimilam outros adendos que estão à cata constante da gustação, do tato e da olfação. Nesses ambientes, mais de que um manicômio em chamas, os tresloucados elementos se envolvem em nuances. Algumas são pré-elaboradas com todos os sinais premonitoriais sem alardeamento. E, logo em seguida, sem tardança, evolui-se a própria involução, – em sentido direcional positivo ou negativo --, dependendo das predações ocorrentes nos intercursos meândricos de inusitadas degenerescências, cujos recrudescimentos estão sendo partilhados, integralmente, em direitura ao estado decretado pela irreversibilidade sempre constante.


                                            Wilson Cerveira

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