sexta-feira, 29 de março de 2013

O HODIERNISMO DO HOMO SAPIENS E SEUS ULULANTES TRANSTORNOS



     Quanto mais objetos de comunicação venham a ser ostentados em dias hodiernos, o espécime sapiente está se descomunicando cada vez mais. De antemão, vive a aparatar a crônica síndrome do espetáculo e do simulacro – sem precedentes na história da humanidade --, abrangendo todos os referenciais sensórios de maquinação!
     Em nossa desabrida hodiernidade, o sujeito homem se utiliza de ardis estrambóticos, sobremaneira no que concerne ao átimo em que manuseia os mais rebuscados aparatos tecnológicos. Surge, quase sempre, com dois ou mais celulares e vários chips. Realmente, é seduzido pelos vezos negativos, numa sintomatologia de espalhafatos sucessivos, sem as mínimas interrupções plausíveis.
      O Homo sapiens expunge o informante sob a condição de enxerimento. Deveras, o que está a ocorrer é uma prova geratriz oriunda de um percuciente distúrbio denominado aprosexia (desatenção mórbida), sobremodo para com o proferimento perpetrado. Então, no que se relaciona ao recrudescimento do quadro sindrômico, há também outro adendo cognominado abulia, que é a manifestação patológica referente a uma total ausência de vontade.
     As criaturas, em dias de sarças ígneas, preferem ad-rogar o infenso. Nesse caso, com exclusividade, estarão se submetendo á condição infanda de experimentar a sensação nefasta de ser expurgado abruptamente numa dessas madrugadas sinistras.
     De repente, embora o sistema telefônico seja incipiente para consignar o desatendimento – de quem necessita de redarguimento premente. Nesse caso, a omissão do remisso fica registrada em função do seu progressivo parâmetro deseducacional. Mesmo assim, ele não sufraga as circunstâncias de corroborar as suas próprias vesânias, prescindindo, de alguma forma, as diferentes anomalias ostentadas no decurso impiedoso da padecente existência!...
     Em princípio, o perquiridor esgueira-se diante das circunstâncias envolventes, desaparatando – de modo especioso – uma percuciente defecção, sem que houvesse quaisquer distinções sindrômicas..., e essas pessoas que passam por anamneses consecutivas, e cada vez mais se esquivam, e não se aprestam para nenhum tipo de acorrimento em caso de emergência, onde o escopo é salutar no que se trata ao ato de salvaguardamento de vidas que se esbroam vertiginosamente!
     De modo geral, esses indivíduos não conseguem manter a palavra, e, dessa maneira, não cumprem nunca com as responsabilidades estabelecidas nos ramerrões de serviço.
     Em determinados átimos enigmáticos, essas pessoas ressumbram o estado de sadomasoquismo, e somente se satisfazem quando tentam elucubrar a consternação sofrida pelo ser -- de fenótipo apropinquado -- em toda a sua grandeza física dimensional! E, destarte, após elucubrações metafísicas, exaram o seguinte pensamento: “No mundo hodierno, onde o homem passou a ser inumano, somente o lídimo sentimento de amizade poderia resgatar a imagem que lhe foi atribuída, mas que destoa do real ícone divino!”
     Este ser problematizante, com características híbridas, -- entre humano e inumano – aparenta ser do tipo enternecido e consternado, e ainda vislumbra vaticínios de mau agouro, sobretudo com relação ao escatológico da humanidade desertora em tempo crástino.
     Em antinomia abstrusa, exara a mesma sentença execrável, e, em contrapartida, termina perpetrando o mesmo erro que houvera condenado com rigor máximo!
     Decerto, esses transtornos são inerentes àquelas criaturas que deixam a ligação morrer em cabal apostasia, e, geralmente, reconditam, de modo ob-reptício, a ligação telefônica no escaninho, na gaveta, no sapato, na meia, no bolso, no guarda-roupa, no recôncavo da palma da mão semicerrada, ou até mesmo, em última hipótese, no intrínseco do conduto pertinente à greta do aparelho genitálico feminino...
      A deseducação do Homo sapiens, em dias de degradante hodiernidade, é tão exacerbante que chega ao postremeiro, demandando o fastígio quanto ao ato de deletar os mais criminosos arautos recebidos! Com certeza, o procedimento será o de acatar as mensagens recebidas através de vários e-mails remetidos ao longo salutar do ponto nevrálgico, em direitura ao sistema vetorial certificante. Assim sendo, caminha-se para o vetorial estigmatizante em todos os aspectos de relevante plausibilidade.
     O arquétipo, que é gerado a partir da especiosidade humainumana, ressuma, em sua taciturnidade estróina, pesadelos horripilantes, dilucidando meios esconsos – cuja descomunicação recrudesce, cada vez mais, tornando a efígie uma ínsula de percuciência egocêntrica.
      O dessentimento progride, aberrantemente, com a degenerescência avassaladora do Homo sapiens, que está a sucumbir a cada dia as suas reais características psicossomáticas, em detrimento de um sindrômico esfíngico e de implexa anamnese.
     As imanes anormalidades tendem ao limite de ultrapassar as estremaduras do transigível, redundando em baita cominação de etiologia abstrusa.
     O agente da ação infringidora se recolhe em seu falacioso buçal espectral. Após longo período de latência, egressa à sorrelfa como quem jugula os escolhos de uma senda de mau agouro!... E, de súbito, parece embair para si, sem tartamudeios, os vocacionamentos perseverantes de uma capciosa mídia eletrônica.
     O homúnculo, resultante de uma palinódia, regressa ao seu escalafobético cerne de pleno heteroclitismo, demandando inúmeros simulacros quanto aos possíveis estafermos utilizados sob forma de pseuda-visibilidade. De supetão, pensa-se, em estado de cabal delírio-alucinatório, estar perante um novíssimo “ser” – cognominado de tecnófilo. Em seguida, desembainha vários celulares contendo muitos chips coligidos. E, do interior de um bolsetão, o esqueleto humano (ainda constituído de células, tecidos, órgãos e sistemas) deixa vazar as presenças de revestimentos externos superiores dos seguintes arquétipos eletronizados: notebook, netbook, tablet, smartphone, iphone e demais aparatos do devir apocalíptico!
     Em verdade, esses ostentórios esdrúxulos são maquinações de vacuidades que se dispõem a servir como manobra de uma                                                              provável ressumação espectral, dando a impressão embuçalada do embusteirismo funcional. Mesmo assim, em função do filoneismo hiperbólico, preconiza-se a comutação de todos os aparelhos prístinos, tais como: gramofone, vitrola, eletrola, radiola, aparelho de som com discos de vinil!...                 

                                                   Wilson Cerveira



Um comentário:

  1. Anônimo29/3/13

    Wilson, neste teu artigo conseguiste observar mais uma das facetas da modernidade. Nunca estivemos tão conectados e nunca estivemos tão longe uns dos outros.

    Carlos H. G. Medeiros

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