Nos tempos de antanho, buscavam-se, com
dificuldade redobrada, os anéis. Tanto assim, gladiavam-se perante o
enfrentamento de uma descomunal distância. De igual maneira, partia-se para
outro continente – na escolha seleta de um país consagrado – onde estavam
situadas as universidades de portentosa honorabilidade.
Os anéis seriam vários, tendo cada um a
sua importância, assim como, o devido local de especificidade, conforme o
dimensional morfológico de cada dedo. Para que coubessem em seus acoplamentos,
de modo ajustado, os dedos teriam que passar pelas diferentes pontuações do
anel padrão, estabelecendo as díspares diferenças entre as múltiplas medidas e
respectivas oscilações, aparatando meândricas derivadas.
Na época em que foram elucubrados, esses
círculos anulares ostentavam um valor econômico crescente e um apego
sentimental inefável. Ao passo que, no hodierno, ficam trancafiados nos
limiares dos confinamentos financeiros atinentes às Caixas Econômicas e aos
Bancos do Brasil.
Em tempos prístinos, onde as alianças
resplandeciam, -- em pleno revérbero--, ablacionavam-se apenas os dígitos, mas
remanesciam os anéis, cada qual exprimindo a sua função basilar – devidamente
determinada no tangenciar da geratriz de praticidade.
Cada anel expressava uma sentença em particular,
-- num direcionamento tutelar de muitos meandros. O implexo, em sua
percuciência, era dirimir os pontos sinuosos e interseccionais, sobremodo os
que davam acesso aos ressumbratórios de provimento.
Há, em dias hodiernos, outros anéis cabalísticos
que possibilitam várias comutações assinalantes, partindo da simples permutação
de uma análise combinatória, passando, socapamente, pelas duplicidades do
reverso – em direitura ao indicador pejorativo – ademanes que caracterizam o
phalo --, sempre ladeado por dois suspensórios ocupando os quadrantes que dão
acesso ao projecional relativo ao plano de épura.
As variâncias qualitativas dos materiais
que tangenciam os variegados padrões – desde
os anéis de latão, de bronze, de zinco, de alumínio, de prata etc, -- os
quais perpassam pelos matizes desfechados na redundância das ligas metálicas,
até alcançar os ouropéis, -- especiosos ouros de fantasia. Outrossim, todos
esses modelos não são bem vistos pelos larápios, em virtude da vil pecúnia
estipulada pelos respectivos arquétipos, comercializados nas casas onde o
dourado é forjado, com exclusiva intenção de impressionar a retina!...
Existem pessoas – que portam ouro legítimo
–, chamando as atenções ao derredor de si mesmas, sobremodo no expender dos
dedos distendidos sobre a mesa, como se fossem negociar os demais quilates
ressumbrados na arquitetura qualitativa das substâncias componentes.
Entre gregos e romanos, no mais
altissonante vocativo, o direito de usar o “anel” era concedido apenas aos
cidadãos beneméritos, o metal empregado era o ferro. Aristóteles mencionou o
fato dos cartagineses oferecerem anéis aos seus oficiais a cada vitória
alcançada, reforçando aí a imagem de nobreza que cerca o Anel desde os tempos
mais antigos.
No ano de 330 D.C, no período do imperador
Valentiniano, anéis eram pendurados sobre uma mesa que continha o alfabeto. Ao
tocar em determinadas letras, eles revelavam o nome daquele que conspirava
contra o imperador.
Mas – além de bonito e esotérico – anel mostrou-se
uma peça de grande utilidade ao homem. Lembremo-nos do Anel de Sinete,
geralmente herdado. Seus símbolos heráldicos possibilitam a autenticação de
documentos importantes, além de reivindicar propriedades. Em muitos desses
anéis, os brasões têm símbolos que remetem à honra, fidelidade, firmeza e
tantos outros referenciais.
O anel como símbolo de noivado e matrimônio
surgiu entre os gregos e romanos, importado do costume hindu de usar um anel de
casamento. A cultura romana acreditava que pelo quarto dedo da mão esquerda
passava uma veia que estava diretamente ligada ao coração, por isso este foi o
dedo escolhido para o uso da aliança, costume que perdura até os nossos dias. A
partir do século IX, a Igreja Cristã adotou a aliança como símbolo de
fidelidade entre os cônjuges. Na mitologia japonesa, os anéis eram usados em
todos os dedos. Outra particularidade sobre os anéis é que ele só podem ser
tirados dos membros após sua morte.
Reis usam anéis ou sinetes, sendo
valorizados por arqueólogos em museus, que são frequentemente associados a
civilizações como a romana e a grega, e eram usados apenas pelas maiores castas
como reis e imperadores. Os sinetes anéis eram os mais populares dos sinetes,
tendo na maioria das vezes um brasão, que foi entalhado em metal ou pedra
preciosa. Os mais usados eram feitos de ouro ou de ágata. Era uma tradição
nobre na Europa, existindo na Alemanha, Itália e Inglaterra, e indicava quando
uma pessoa estava casada. Hodiernamente, para atender falacioso puritanismo –
em seu ponto de fastígio – as mãos de algumas senhoras ficam a levitar em meio
ao espaço, com os dedos da esquerda escancarados, numa demonstração especiosa
de serem, possivelmente, donas de corpos e territórios demandados por espectros
animais!...
O anel é um significativo símbolo
distintório, numa tentativa de diferenciação entre as várias categorias
existentes em seus respectivos graus de hierarquia. Podemos ilustrar esta
lidimidade exarando que o anel de sinete do papa é cognominado “Anel do
Pescador”, sendo usado desde o século XIII.
De igual modo, o anel de formatura é
caracterizado pelos emblemas nas laterais e a pedra central de cor. Na colação
de grau, o anel marca a consagração de uma etapa, a reptação superada, a exequibilidade
de um devaneio e a representabilidade da profissão.
Tudo foi feito com ofertas do povo,
“correntes, braceletes, anéis, brincos e colares.” Números 31:50,52,54. Como o
povo está vendo muito bem, se Deus aceitou que a obra do santuário fosse
revestida com o ouro das jóias das filhas de Sião, é porque não contraria a
palavra de Deus em nada; no entanto, é a cachimônia de certos doutrinadores,
indubitavelmente, é que é a principal responsável por certa abstrusão quanto ao
uso dos anéis. Assim sendo, o uso de jóias – de modo geral – na comunidade
judaica era, e ainda é comum, e não vemos proibição da parte dos profetas e de
Jesus Cristo. Os apóstolos, também, não coibiram, recomendaram apenas
ponderação. “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo
Jesus Cristo a principal pedra da esquina.” Efésios 2:20
Wilson Cerveira
Muito bom o artigo sobre os anéis. "A farsa dos anéis". Uma viagem pelo uso dos anéis através das gerações humanas.
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