sexta-feira, 19 de setembro de 2014

REMINISCÊNCIAS REMANESCENTES

     É de se presumir em qualquer apêndice, sem muitos protraimentos, que o encetamento, de modo subitâneo, encontra-se nas percuciências dos pródromos nostálgicos. Então, para melhor reiteramento, surdem fortuitamente nas vacuidades pertinentes ao tempo, e permanecem arraigados em suas globalizações ostentórias – em estado de cabalística latência!...
     De fato, estas impressões não promanam de cenestesias cumulativas, pois, com o decurso exacerbatório do tempo, não chegariam ao fastígio somatorial desiderado. E, deveras, neste repassar de imagens e mensagens, aparatando velocidades acelerativas correspondentes a uma “Era” de “psicodélico cibernetismo sobejante”, na qual se localizariam as lembranças estigmatizantes positivas e negativas..., contendo assertivas hesitantes no decorrer da trajetória vocabular vulnerável quanto à demanda constante de novos derivamentos semânticos!...
     Temos, entretanto, como meio de lancinâncias e contristamentos – abrangendo vários caracteres concomitantes, – segundo o senecto Laerth, – no sentido de poder auferir as lídimas reminiscências remanescentes!...
     Se, realmente, a educação fosse adquirida, Laerth desideraria cognoscer o que remanescera para si, alcançando também os ícones inseridos na submissão de descomunal égide, podendo ser de caráter benévolo, malévolo ou benemalévolo – em sua amplitude aplicativa, estando sujeitos ao ato de irrestrição do pragmatismo hodiérnico perquirido, em âmbito semicerrado, e tendo por embasamento similar os meios propícios e atinentes aos respectivos esquadrinhamentos!...
     Quem seria o vaticinador, nestes dias hodiernos, – de grandes abstrusões antinômicas, já que esses arautos tendem à obliteração; ao passo que – algumas ideias de menor expressividade, no exarar, ostentam um tipo heteróclito de resiliência com relação ao ato sucumbidor e irreparável de determinados neurônios; enquanto outros prosseguem indenes durante o descrever atemporal e enigmático das circunstâncias premonitoriais esquipáticas!
      Remanesceriam, de modo indelével na memória nostálgica de quaisquer saudosistas – por menor excelência simbolizante – as primícias da infância, sobremaneira as dimanações dos átimos singelos, sobremodo os que compuseram o plangente e inefável álbum de recordações inolvidáveis.
     Se essas recordações chegassem ao cerne dos desfechos fatídicos; porventura, as parcelas da memória tornar-se-iam obliteradas em terço maior; ou, então, revocacionadas pela mídia, especialmente se houvesse a inclusão nefasta de figuras atinentes aos três degenerescentes poderes corruptíveis: “Executivo, Legislativo e Judiciário”.
     As pequenas ações, os diminutos gestos, as palavras de carinho, os sentimentos espontâneos, a amizade, o amor – sobremodo em âmbito ampliado; isto é, todo este somatorial tem sido estropiado ao lobrigar do cronológico, buscando, nesse caso, uma forma especialíssima – sem hesitações convincentes – já que promanaram de bocas sem lábios, estatizadas a meio passo de inusitadas expressões vocabulares. E, ainda, no bruxulear das luzes de candeeiros e lamparinas – quase em cabal penumbra – o salão central da biblioteca parecia ressudar as probabilidades de uma possível asfixia pertencente a uma porvindoura geração grafo-anômala.
     Longânimes ascendentes de um longínquo prístino, perlustraram-lhes as imagens lúridas, neste ínterim, precatado nos esconsos de determinado prisco incólume, – mesmo banido a partir dos laivos de um pretérito inumado; -- em presença de suas esfinges nostálgicas, as quais traziam absconditadas no interior dos bolsos das suas indumentárias do passado as seguintes exornações: apontamentos de trajetórias percorridas, através de impérvias sendas; missivas declinantes, e tantos outros criptogramas jamais ressumbrados no decurso inclemente das próprias obliterações constatadas, – sobretudo as que se rediviviam por meio das resipiscências cinéreas, tal qual as efígies de uma fênix, de um ícaro ou de quaisquer símbolos perenes atrelados a uma inolvidável mitologia, que rebuscasse, com minúcias,  as suscetibilidades de todos os coligidos átimos palingenésicos!...
                    
                               Wilson Cerveira


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