Decerto, soçobra em percuciente letargia, banida do tempo, a
Escola Régia da cidade de Alcântara do Maranhão. A imane vacuidade
preencheu-lhe todos os espaços, remanescendo apenas a recrudescência cabalar de
uma voz estentórica, podendo retumbar em tessituras deblaterizantes,
blateradoras e vociferais. E, desse modo, meio bisonho, fundamentalizavam-se as
raízes arraigadas em longetudinalidade, o atrelar do basilar fulcro do
sentimento patriótico: forjado ou espontâneo, com abrangência na sua
extensibilidade analítica.
Dessa forma,
incutia-se no aluno as honrarias reverenciais à família. E, também, a exortar a
pessoa do professor, colocando-a em primeiríssimo plano, com todas as
deferências.
Encarar a
disciplina, estabelecendo ordens no decurso de sua assimilação. Refocilar
sempre as bases primárias, mantenedoras de outras aplicabilidades posteriores,
para que não houvesse declínio quanto ao grau de sapiência.
Sabia integralizar
o tempo, emprestando, dessa forma, caráter exatorial para cada disciplina
ministrada, sem que existisse a tal ultrapassagem de um segundo sequer na
escala cronométrica. E, assim, não haveria interregnos entre as matérias
lecionadas. Sendo assim, o ritmo sequencial era rigorosamente obedecido, mesmo
que a ressumbração delimitasse alguma preferência por parte de determinados
discentes.
Os castigos, sem
exceção, eram infligidos na hora precisa e de conformidade com a transgressão
perpetrada em cada normativa contida no regimento escolar dos tempos de
Antanho.
As notas
apresentavam caracteres reais em todos os parâmetros estabelecidos quanto às
técnicas e métodos avaliativos. Tanto assim, sem hesitação exatorial, os pontos
amiudavam-se de tal maneira, milimetricamente, pormenorizando os décimos,
centésimos e milésimos. Caso houvesse
carência de um indicativo, numérico minucioso, a aferição seria realizada no
término de cada aula independente da disciplina! ...
De fato a aferição
seria interrompida por tempo indeterminado, e o discente ficava prejudicado no
que diz respeito à passagem ascensional do ano letivo.
As cadernetas
simbolizavam a vida do estudante, tanto a pregressa quanto a progressiva,
globalizando todos os seus itinerários etológicos e assimilatórios. Não era uma
só caderneta; pelo contrário, tínhamos três, sendo que, cada uma delas
ostentava a sua razão de ser. Uma, a mais espessa, destinava-se às anotações do
comportamento do aluno, contudo todas as minudências peripeciais ocorridas,
diariamente, sobretudo no período concernente ao ato de ministração das
respectivas disciplinas escolares.
Os inspetores de
sala de aula auxiliavam sobremaneira a manutenção comportamental dos alunos.
Ninguém, caso atrevesse a algum tipo de estropício, deixaria de ser cominado,
deveras, de conformidade com os rigores regimentais da famosa escola
tradicional, sobremodo quanto ao ato de transmitir conhecimentos basilares e
imprescindíveis para o prosseguimento de estudos, muito necessários para o
possível e probabilístico ingresso no mercado de trabalho, já bastante saturado
nestes nossos dias hodiernos.
Nessa época, de
castigos e penitências, o professor entregaria o peralta do aprendiz para o
inspetor; e, este sabia infligir a objurgatória necessária para cada desvairo
praticado pelo aluno infrator. Realmente, os escarmentos eram de uma pungência
insólita. Os alunos daquele vetusto tempo da férula, tremiam na base, pois a
velha cafua lhes esperava repleta de várias modalidades ciliciais, ostentando
em todos os sentidos e direções os seus esdrúxulos objetos de tortura.
Nesse interregno,
a turma, no intuito de eximir-se do cautério, ficava à cata de recursos para a assimilação
de uma inusitada aprendizagem muito necessária ao refocilamento das matérias do
currículo colegial.
De fato, nesse
tempo do ensino austero, aprendia-se muito mais, sobretudo o que era de mais
salutar para a vida do educando, no preciso átimo em que se tornava egresso com
relação às lides estudantis. De quaisquer modos, formava-se uma base sólida, de
modo geral, abrangendo todas as disciplinas, para que os neófitos adquirissem
novas erudições, sobremaneira, sem quaisquer perplexidades, com o intuito de vencer
a descomunal concorrência, totalmente desleal quanto à disputa de uma vaga em
concurso público. Nestes dias de acrimônia expurgatória, as provas são
elaboradas com o propósito de eliminar as pretensões dos candidatos. Se houver,
por acaso, erro no primeiro quesito, as questões subsequentes vão sendo
revogadas. O objetivo maior é o de refutar, na peroração, o que fora dito no
pródromos; para tanto, com muita magia, vislumbra-se a ensancha de assimilação,
que é a mais inexpugnável, para, em seguida, ir extirpando do texto as ideias
perfunctoriais, não remanescendo sequer os labirintos das ideologias mais
percucientes! ...
Wilson Cerveira
boa noite
ResponderExcluirmeu irmão Wilson
excelente artigo permita-me repassar aos amigos.
abraço fraternal
azoubel filho